segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Inverter a situação - questionário para heterossexuais


O jornalista Renato Pompeu apresenta um questionário distribuído a alunos de 14 anos, no terceiro ano do secundário no Instituto Móstoles (Madri), e que fez parte do seminário "Preconceitos e Estereótipos – Inverter a Situação". As perguntas ajudam a ‘desnaturalizar’ o modelo heterossexual, que alguns equivocadamente supõem ser válido para todo ser humano. Esta suposição equivocada é a fonte da homofobia e da intolerância.
Fonte: Caros amigos (maio de 2008)


1. O que você pensa que causou a sua heterossexualidade?

2. Quando e como você decidiu que era heterossexual?

3. É possível que a heterossexualidade seja apenas uma fase que você possa superar?

4. É possível que a sua heterossexualidade derive de um medo neurótico em relação às pessoas do seu próprio sexo?

5. Se você nunca teve relações com uma pessoa do seu próprio sexo, não pode ser que o que você precisa é de um bom amante do seu próprio sexo? (...)

8.Por que você insiste em ostentar sua heterossexualidade? Por que você não pode ser simplesmente quem é e ficar numa boa? (...)

10. Parece haver muito poucos heterossexuais felizes. Foram desenvolvidas técnicas que podem ajudá-lo a mudar. Você já considerou a possibilidade de fazer terapia de reversão?

11. Considerando a ameaça que constituem a fome e a superpopulação, a raça humana poderia sobreviver se todos fossem heterossexuais como você?

domingo, 16 de novembro de 2008

Bem-vindo a Goiânia


“Uma água sem gás, por favor”
“Tá trocado?”
“Sim, mas se não estivesse?”
“Eu não ia vender!”
“Não entendi”
“Tô falando. Não dia vender”
“Mas você não pode se recusar a vender por motivo nenhum, muito menos porque o dinheiro não está trocado”
“Se não estivesse trocado eu não ia vender. E ponto”
“Já pensou se você dá o azar de falar a mesma besteira para o superintendente do Procon, por exemplo?”
“Não tô nem aí”

Sábado, 15 de novembro de 2008, às 19 horas

O diálogo acima é tão irreal que pensei que Janeth, caixa do Ad’Oro no Flamboyant, estivesse brincando. Mas não estava. Antes de encontrar uma amiga que jantaria comigo, passei lá apenas para comprar uma garrafa de água. Estupefato, acabei comprando a água, o que eu não deveria ter feito, porém, gosto tanto do restaurante que ainda tive a coragem de voltar lá mais tarde para jantar com a amiga que eu esperava.
É nestas horas que eu tenho a certeza de que estou em Goiânia, a capital mundial da péssima qualidade de atendimento. O pior é que o problema não é apenas na capital. Estabelecimentos de todos os setores de cidades turísticas goianas pecam pelo despreparo dos atendentes e, por vezes, até dos proprietários – o que não é o caso do Ad’Oro - que se colocam na linha de frente.
Que visão o comércio e todo o setor de serviços de Goiânia tem de um cliente? Alguém que está pedindo um favor? É o que parece. Lá fora, a imagem que se tem dos goianos é a de que são pessoas educadas, gentis, hospitaleiras. A média geral pode até ser, mas garçons e caixas – salvas algumas exceções; a minoria, infelizmente - deixam muito a desejar.
Qual é a origem do problema? Não sei. Sei que, em alguns casos, é o salário baixo e a péssima qualidade de vida no trabalho – o que também não sei se é o caso de Janeth. Mas é o cliente que, além de não ter nada a ver com isso ainda é o responsável pelo pagamento do salário do funcionário, tem de pagar o pato?
Eu não sou um consumidor muito exigente, contudo, não consigo ficar calado quando me sinto agredido e julgo que o serviço não está condizente com o pagamento. O que não admito é que falte o básico: respeito e educação. É por esta e outras que 10%, ao menos em Goiânia, deveria ser taxa a ser cobrada para pouquíssimos estabelecimentos, bem poucos.

sábado, 15 de novembro de 2008


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sagitário com ascendente em Câncer


Inferno Astral é o período de 30 dias que antecede a data de seu aniversário. Nessa época, a cada ano, você fica mais sensível e precisa se dar a si mesmo mais atenção. Durante essa fase, recomenda-se fazer um balanço de sua vida e quando se deparar com problemas, esforce-se por resolvê-los.

Início: 23 de outubro

Final: 22 de novembro




O que é inferno astral?

O período conhecido popularmente como "Inferno Astral" é o mês que antecede o aniversário de alguém. Nesta época, muitas pessoas acreditam viver momentos de angústia, depressão ou até mesmo azar, atribuindo as turbulências a alguma configuração astrológica misteriosa. Será que ela realmente existe e é mesmo inevitável?Existem algumas explicações para entender estes trinta dias temidos antes da inauguração de uma nova idade. O aniversário nada mais é do que o marco de um novo ciclo solar na vida de uma pessoa, ou seja, o Sol passa pelo mesmo ponto do Zodíaco que estava quando ela nasceu, sinalizando uma nova etapa para a sua consciência. Os dias que antecedem esta renovação são exatamente os últimos do ciclo anterior que a consciência vinha atravessando.

Apesar de não ser uma força misteriosa desenfreada como muitos imaginam, existem explicações simbólicas consistentes para a crise do último mês de uma idade, mas isto não significa que acontecerão apenas coisas negativas na vida de alguém ou que seja impossível lidar bem com este período de transição. Todos têm livre-arbítrio e podem, ainda mais compreendendo o ciclo no qual estão inseridos, dedicarem este momento à reflexão e avaliação da etapa terminada, preparando-se sem tantos atropelos para a próxima.


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Lady Kate


É, Lady Kate, não é fácil ser emergente.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

“Eu gosto de meninos e meninas”




domingo, 7 de setembro de 2008

Diário de bordo


Check in no Santa Genoveva é cada vez pior.
“Em caso de despressurização...”: Se eu andasse de avião quando criança, teria ainda mais traumas.
As instruções de vôo em inglês sempre me irritam. Comissário poderia se informar se há, realmente, alguém que não fale português no avião só para me poupar da repetição.
Tinha me esquecido que um suco e quatro pães de queijo custam 15 reais no aeroporto.
Executivos paulistas: “Dizem que a rodoviária deles é um shopping. E o aeroporto é essa ...”.
No mês de agosto, mesmo no céu é difícil separar nuvem de fumaça.
Nem todo comissário é Reynaldo Gianecchini. Nem toda comissária é Luana Piovani.
Pelo menos os passageiros das poltronas ao lado da gente podiam ter gratuitamente a simpatia paga dos comissários.
O melhor é viajar com notebook e DVD. Pelo menos os executivos da Brenco acham.
Nada como um comandante engraçadinho e metido a radialista para deixar o vôo ainda mais agradável.
Padre tem visual engraçado até dentro de avião.
As pessoas não desligam o MSN nem na sala de embarque. Só não o ligam no avião por causa do medo de derrubar a aeronave.
MP3 é mais comum em ônibus em Goiânia do que em avião Brasil afora.
Aeroporto é passarela. É onde a moda se encontra. Executivos e turistas se misturam. A combinação rende um esporte fino de dar gosto.
Paletó verde e tênis preto, por exemplo.
Jeans preto justo lavado e camisa manga longa vermelha. Peças de preços bons de Opção e Wöllner.
O lanche da Gol nunca vai mudar mesmo.
De cima, a Marginal Pinheiros é metade vermelha: luzes de freio.
Em Congonhas, todas as camisas masculinas parecem ser Dudalina.
Por causa das promoções – os vôos mais baratos sempre são à noite ou de madrugada – já tinha esquecido como o céu é lindo visto de cima.
Cabernet Sauvignon também dá sono. Um sono gostoso.
Chef da Gol, que tal um estágio na cozinha da Tam?
Rádio Tam toca bossa nova e entrevista com Fernanda Takai, além de mais de dez outros canais.
Um dia ainda vivo na ponte aérea.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Cidade de políticos tacanhos


Gosto muito de Goiânia, que me oferece boas oportunidades se comparadas com a falta de perspectivas que assolou minha origem. É uma cidade relativamente tranqüila. Só questiono a afirmação quando acesso o noticiário policial, tomo um ônibus ou procuro um salário decente. Gratidão e ressentimento à parte, uma sensação esquisita toma conta de mim sempre que retorno de alguma viagem. Só me consolo quando vou a Palmas. Se o destino é o Centro-Sul, boto na cabeça que é eterno enquanto dura. Isso porque ainda não saí do Brasil. Tenho medo de o efeito se alargar após a primeira viagem ao exterior.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Jorge da Capadócia


Depois de cinco assaltos, um furto e uma tentativa de seqüestro, “naturalmente” desenvolvi indícios de síndrome do pânico. É terrível. Raramente estou em casa. Quando estou, raramente tem mais alguém. Quando estou em crise, levo duas horas para tomar banho. Nos primeiros cem minutos, abro e fecho a porta do banheiro várias vezes. É só eu trancá-la que ouço barulho do cadeado da sala sendo aberto. Pé por pé confiro que não passa de imaginação, projeção do medo. Ligo o chuveiro e escuto passos na casa. Novamente, cauteloso checo e, surpresa, é coisa da minha cabeça. Toca o telefone. Sacanagem: do outro lado da linha ninguém se pronuncia. Perdi a noção do limite entre o que imagino e o que de fato ouço quando estas ocasiões vêm à tona. Na rua o temor é ainda mais superdimensionado. É um terror. Tenho medo até da minha sombra. Não precisa me cutucar para que eu assuste. Basta me fazer cócegas. Quando me toquei que se trata de pânico, me tornei devoto de São Jorge e recorro à intercessão dele sempre que me vejo diante de uma situação real ou imaginária de assalto ou qualquer outro risco. Desde então, fiz dessa música do Jorge Ben Jor a minha oração a São Jorge Guerreiro. Na verdade, Jorge fez da oração a letra da música:

Jorge sentou na praça


Na cavalaria


Eu estou feliz


Porque eu também


Sou da sua Companhia


Eu estou vestido


Com as roupas


E as armas de Jorge


Para que meu inimigos


Tenham pés e não me alcancem


Para que meus inimigos


Tenham mãos e não me toquem


Para que meus inimigos


Tenham olhos e não me vejam


E nem mesmo pensamento


Eles possam ter


Para me fazerem mal


Armas de fogo


Meu corpo não alcançarão


Facas e espadas se quebrem


Sem o meu corpo tocar


Cordas e correntes se arrebentem


Sem o meu corpo amarrar


Pois eu estou vestido


Com as roupas e as armas de Jorge


Jorge é de Capadócia


Salve Jorge, salve Jorge


Salve Jorge, salve Jorge

terça-feira, 26 de agosto de 2008

É Freud


Faculdade serve para muitas coisas. A disciplina de Psicologia Social também. Annelyse, didaticamente, explicou que a psicanálise prega que criticamos nos outros o que não aceitamos em nós. Ok. Agora, depois da teoria, contextualizo. Sábado, no Bolshoi, fiquei observando um grupo de três mulheres. São maduras – depois descobri que o termo só pode ser aplicado à idade, porque uma delas não tem maturidade -, bonitas, elegantes. Reparei como estavam vestidas distintamente, mas elegantes, cada um em seu estilo. Quando saí, passaram por mim. Comento, infelizmente alto, com a Iris: “Aquela baixinha me lembra o estilo da Eula. Gosta de botas, vestido. A maior é parecida com você. Calça pantalona, blusa mostrando a barriga, mas sem ser vulgar”. Não tive tempo de comentar sobre a terceira, que achei a mais fina, de saia xadrez, escarpin, uma diva. A maior, que julguei parecida com a Iris, logo voltou com a garrafa na mão: “Quem é gorda aqui, meu filho? Seu gordinho "!@#$%¨&*()_+...”. Me atacou gratuitamente e equivocada. Não expliquei que estava, ao contrário do que pensaram, elogiando, porque até convencer que focinho de porco não é tomada já teria ganhado garrafada na cabeça. Eu vivo às turras com a balança. Sou vítima do efeito sanfona, ora emagreço, ora engordo, porém, não desconto em ninguém. Ela, que tem um corpo normal, nem gorda nem magra, deve ser complexada. Ou, ainda, naquele dia, a mãe, o namorado, o ficante, o feirante, o taxista, a amiga que queria derrubar, alguém disse que ela estava gorda. Ficou com aquilo na cabeça e tudo o que ouvia rimava com “gorda, gorda, gorda”. Então, para se vingar, aproveitou a primeira oportunidade para afirmar que quem era gorda ali não era ela. Tão bonita, mas tão precipitada...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Digno de compaixão


compaixão com.pai.xão sf (lat compassione) Dor que nos causa o mal alheio; comiseração, dó, pena, piedade.

O sorriso se justifica pelo som, pelo sol, pelas perspectivas da jornada que reinicia, pelo próprio sorriso. Não tem como não começar bem a semana quando, na manhã da segunda-feira, a caminho do trabalho, se ouve aleatoriamente no playlist do MP3 Amy Winehouse, Djavan, Luiz Melodia, Mônica Salmaso e Norah Jones. Os espectadores involuntários podem não entender, mas a música ambienta a paixão. Pena que, nesse caso, trata-se ainda apenas de auto-paixão. Digno de compaixão.

domingo, 24 de agosto de 2008

Escolhi ser feliz


Desconfio de quem ainda não sabe o que é ser feliz. Momentos tristes até eu tenho. Coisa de momento é conceito de tristeza e alegria. Felicidade e infelicidade fazem parte da essência. Ou se é feliz ou se é infeliz. O verbo estar deve ser aplicado somente à alegria e à tristeza. Contentamento versus angústia. Se o contrário acontecer, há um problema sério. Pior do que isso, insolúvel. Porque problemas sérios todos nós temos. É o financiamento a ser pago até o dia 15. Esquecimento incorre em multas, juros e outras taxas que desequilibram nosso orçamento. É aquele dente com sensibilidade exacerbada, que nem Sensodyne e enxagüante bucal dão jeito. É aquela seleção na qual fomos reprovados. É aquele flerte que não conseguimos evoluir. É aquela fonte que pediu para retornarmos às 15. Pior. Às 20h50. Ligação refeita e o cara não atende. É a segunda-feira que tem de começar às 6 horas. É a sexta-feira que nem sempre acaba na madrugada de sábado. É aquela impossibilidade de balizar. É aquela amiga que você jurava que era, de fato, amiga. É aquele gerente que não te deixa em paz. É aquele professor que insiste em dizer que não tem nada contra você, mas não vai com a sua cara. É o show no Jaó que começa com horas de atraso. É aquele show do Ney Matogrosso que você jura que não vai começar no horário, mas ele é velho, sistemático e não se atrasa. Como você, atormentado pelos constantes atrasos, chega meia hora depois, são 30 minutos a menos de show. É aquela timidez que acha que te impede de ser feliz. Mas, na verdade, só aumenta seu charme. É aquele assessorado que pede orientação no domingo às 18h10 via e-mail, quando não liga na quinta-feira às 23h30. É sua mãe que se descobriu hipertensa e diabética. É seu pai que sofreu um acidente e quebrou todas as costelas. São os quilômetros de distância em rodovia caótica que os separam. É aquele tênis que você tanto quer, mas que foge da sua previsão orçamentária. É aquela camisa linda na liquidação. Não tem seu número! É aquele cabelo branco aos 23 anos. É aquele ponteiro da balança que não indica menos de 80. É aquela janela do MSN que nunca sobe. É aquele scrap que nunca chega. É aquele torpedo do Ciao. Bella, mesmo que você não goste de pagode e sertanejo, que te atormenta à noite, enquanto você espera aquela mensagem. É o telefone que toca. Pena. É engano. É o ar condicionado que te deixa sem voz. É o calor que te vence. É o aparelho ortodôntico que faz aniversário de cinco anos sem previsão de abandono. É a Adriana Calcanhotto que canta Fico assim sem você e você não tem de quem lembrar. É a espera em Congonhas. É a solidão em Ipanema. É o desassossego em Salvador. É Porto Alegre que não chega. É o isolamento no quarto do hotel. É o auto-abraço. Melhor assim do que viver sem. É o pior castigo. É a oração apressada. É a Bibi Ferreira em apresentação única logo no dia do seu plantão. É o Lulu Santos só para convidados. E você não está na lista. É a falta de percepção. É a distância. É a saudade. É o cardápio. É saber que inverno em Goiânia nunca mais. É saber que agosto passou a ser verão sem chuva. É ouvir Skyline Pigeon sozinho. Ainda assim, me considero a pessoa mais feliz do mundo. Não preciso de motivos meteóricos para isso. Minha felicidade não é fruto da minha juventude, do meu trabalho, dos meus estudos, das minhas duas famílias lindas – uma biológica e uma adotiva -, das minhas viagens, roupas, bebedeiras, livros, menus, peso, altura, cor. É resultado do meu conceito de vida. Há quatro anos adotei a postura de ser feliz incondicionalmente. Sigo à risca.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Eu gosto dos que têm fome





Senhas 1992
Adriana Calcanhotto
in: Senhas 03:35




Eu não gosto do bom gosto


Eu não gosto de bom senso


Eu não gosto dos bons modos


Não gosto


Eu agüento até rigores


Eu não tenho pena dos traídos


Eu hospedo infratores e banidos


Eu respeito conveniências


Eu não ligo pra conchavos


Eu suporto aparências


Eu não gosto de maus tratos


Mas o que eu não gosto é do bom gosto


Eu não gosto de bom senso


Eu não gosto dos bons modos


Não gosto


Eu agüento até os modernos


E seus segundos cadernos


Eu agüento até os caretas


E suas verdades perfeitas


O que eu não gosto é do bom gosto


Eu não gosto de bom senso


Eu não gosto dos bons modos


Não gosto


Eu agüento até os estetas


Eu não julgo competência


Eu não ligo pra etiqueta


Eu aplaudo rebeldias


Eu respeito tiranias


E compreendo piedades


Eu não condeno mentiras


Eu não condeno vaidades


O que eu não gosto é do bom gosto


Eu não gosto de bom senso


Eu não gosto dos bons modos


Não gosto


Eu gosto dos que têm fome


Dos que morrem de vontade


Dos que secam de desejo


Dos que ardem

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Eu não resisto a um bom texto bom


Eu não resisto a um bom texto bom. É por isso que, mesmo sem intimidade, diariamente me locomovo por aqui. Paro, religiosamente, em blogs de pessoas que não me conhecem. Leio. Releio. Reflito. Até me emociono. Não consigo. Comento. Assim, se justificam minhas visitas virtuais a Vinícius Sassine, Deire Assis, Carla Borges, Aline Leonardo, Rimene Amaral, Rodrigo Alves, entre outros. E, impossível de conter, comentários, como se nos conhecêssemos, assinados por um anônimo sob a alcunha de Joãozinho. Ou João Camargo Neto. Ou Não existe pecado. Coisas de Google e família. Coisas de leitor ávido por identificação, por vida em forma de textos, por textos em forma de vida. Coisas minhas. Tão minhas.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

E os goianos, o que são?


João Camargo Neto: Cariocas são bonitos, bacanas, sacanas, dourados, modernos, espertos, diretos e não gostam de dias nublados. Cariocas nascem bambas, craques, têm sotaque, são alegres, atentos, sexys, tão claros e não gostam de sinal fechado. Você conseguiria definir os goianos, tal como fez com os cariocas?

Adriana Calcanhotto:
Acho que não conseguiria, precisaria morar aí...

João Camargo Neto:
E você, leitor?

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

E eu que achava que não existe pecado


Me enganei ao concordar que não há pecado. Na verdade, existe um: beber sozinho. E o pior é que já o cometi. Ando resistindo à tentação para não cair nele novamente, mas tem sido cada vez mais difícil. Tenho vontade de beber uma latinha antes de dormir. Relaxaria e capotaria em paz. No sol das tardes de domingo também bate aquele desejo de molhar a goela com o líquido fermentado. Volto a Pirenópolis há cerca de dois anos. Gente, foi deprimente. Fui sozinho em uma viagem a trabalho. Depois da tarefa cumprida, final de noite, sentei na mesa de um bar da Rua do Lazer e pedi uma cerveja. Que depressão! Quase chorei. Eu bebia, bebia e, quanto mais bebia, mais a cerveja se procriava. Tive a impressão de que não acabaria com ela nunca, mas senti que ela me exterminaria, porque estava me deixando para baixo. Foi nessa situação que me toquei que MC Catra é um experimento científico infeliz e malsucedido do Biquíni Cavadão. Eu, hein?! Saí daquela situação em 30 minutos antes que ela não saísse de mim. Hoje, toda vez que me dá vontade de beber e estou sozinho, rememoro o fato e tomo um achocolatado.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Pizza austríaca


Comer bem e barato em Goiânia é possível. Recomendo, desta vez, o Café Áustria. Trata-se de uma pizzaria no Setor Pedro Ludovico Teixeira, de propriedade de um austríaco. Fica entre o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e o Terminal Izidória. O espaço é pequeno e simples, porém, bem decorado e com músicas agradáveis. Minha indicação é a pizza Viena. Divina!


P.S.: Comece o pedido pelo vinho. A adega não é climatizada e você precisará pelo menos de meia hora para tomá-lo na temperatura ideal, já que é resfriado com gelo no balde. Demore um pouco para pedir a pizza. Em três minutos fica pronta. É assada em forno à lenha.


Serviço

Pizzaria e Café Áustria
Rua 1028, Quadra 65, 102, Goiânia
+55 (62) 3281-2095

domingo, 10 de agosto de 2008

Nenhuma medalha até agora


Competições esportivas mundiais sempre me frustraram. Com exceção à Copa do Mundo, esses eventos competitivos internacionais me amarguram do início ao fim. Como o Brasil não investe maciçamente em outros esportes que não sejam o futebol, nosso país sempre sai mal colocado. Até agora, nenhuma medalha nas Olimpíadas. Nações bem menores, como Coréia do Sul, começam e terminam à frente da gente. O que eu gosto mesmo de ver são as aberturas. Jamais vou esquecer o início dos Jogos Pan-Americanos, ano passado, no Rio de Janeiro. Elza Soares, recém-operada, cantando o Hino Nacional, e Adriana Calcanhoto interpretando Acalanto, do Dorival Caymmi, são inesquecíveis. Ivone Silva estava ansiosa pelo início desses jogos de Pequim. A onda horrorosa de dar inveja a Hitchcock que toma conta do noticiário fez até que eu também os aguardasse com expectativas. Mesmo que o índice brasileiro não seja à altura de sua magnitude, é melhor que os jornais sejam tomados de notícias esportivas made in China.

sábado, 9 de agosto de 2008

Sem vocação para vendas


No primeiro dia útil em Itapuranga, aos 11 anos, fui até uma sorveteria bem cedo e peguei um carrinho de picolé para vender na rua. Fiquei plantado no centro da cidade bem na esquina de um banco, que ficava de frente para outro. Movimento grande: aposentados, catireiros, agiotas. Minha expectativa era vender muito para que, quando fosse entregar o carrinho, ganhasse um picolé de recompensa, além das moedas. Vendi apenas um. Quem comprou? Dona Alzira Maria de Moura, minha professora do pré à quarta-série, que deu aula também para meu pai e meus tios. Ela tinha ido à cidade sacar o salário e, caridosamente, foi minha primeira cliente. E última. Percebi-me sem vocação para vendas. Na verdade, eu queria vender porque meu primo Léo vendia picolé empurrando carrinho na rua também. E vendia tanto que, além do percentual em cima das vendas, ganhava um picolé ao final do dia. E era essa cortesia que eu almejava. Consegui me explicar o meu fracasso. O insucesso da empreitada teve um motivo relevante. Na quinta série eu estudava à tarde. Então, só podia trabalhar de manhã. De manhã, faz frio. No frio, ninguém compra picolé. Voltei para casa já pensando em outra tentativa. Em outro segmento, claro.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Perdão por ter mentido, pai

Quando fiz seis anos meu pai começou a me levar para a roça. O arrependimento bateu poucos anos depois. Ele não se arrependeu porque acha que isso me fez algum mal, até porque não fez mesmo. O arrependimento paterno tem motivo mais pragmático. Para convencê-lo de que eu era péssimo de enxada, não usei palavras. Em vez de arrancar o mato, as ervas daninhas, eu capinava as moitas de arroz e de mandioca. Nunca me deu uma foice. Tinha certeza da minha inabilidade para roçar pasto, mas ainda cria que eu serviria para algo na fazenda. Embora não contasse o motivo, eu chorava para não ter de ir à roça. Gostava apenas de levar o almoço que minha mãe fazia. Carregar as marmitas debaixo do sol do meio-dia era divertido. Afinal, era rapidinho. Eu teria a manhã e a tarde toda para ler na mangueira, meu local predileto, e à noite não estaria tão cansado. Somente aos 11 anos papai percebeu a minha inaptidão total para os serviços rurais. Uma frase – vou ser fiel à transcrição – mudou o roteiro das coisas em 1995: “Eu comprei um barracão na rua e ocê vai mudar pra lá com a sua mãe e a Tatiane”. Rua é como ele chama a cidade, Itapuranga, até hoje. Desde então, há 12 anos, volto ao Córrego da Onça apenas a passeio, algum final de semana de dois em dois meses. E não é de ver que ele não se arrependeu da decisão? É provável que eu dava prejuízo na colheita. Ainda bem que ele não parou para calcular quantos pezinhos de arroz e mandioca – era só o que plantávamos – eu cortei propositalmente. O que mais o intrigou foi a minha contradição. Cresci dizendo que queria ser igual a ele quando crescesse: comprar uma enxada e ir para a roça. Pois, João.

“Conte sua história Pois sua memória Pode um dia se apagar”
Pato Fu, em Mamã Papá

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Uso meu casaco de ursinho panda onde, quando e como quiser


Enquanto almoçava naquele restaurante sempre barulhento – estou envelhecendo – lembrei de uma história constrangedora e engraçada. Até os 11 anos, morei na fazenda com pai, mãe e irmã. Nessa idade, chegou a hora de fazer a quinta série e a professora da zona rural, dona Alzira Maria de Moura, dava aula somente até a quarta. Mudamos mãe, irmã e eu para Itapuranga. O pai ficou na fazenda e só o víamos às quartas, quando ele ia de bicicleta à cidade, e aos finais de semana, quando vovô nos buscava para passarmos o fim de semana em casa. No primeiro dia de aula, coloquei o meu melhor moletom. Era lindo. Meu pai comprou para o início das aulas. Era branco com ursinhos pretos. Bem meigo mesmo. Eu estava louco para usá-lo logo. E nada melhor do que estreá-lo no primeiro dia de escola urbana. Tudo bem até aí, não fosse fevereiro – calorzão. Quer saber mais? Meu turno era o vespertino. Nem aí, fui de blusa de frio para o colégio. Claro! Queria usar aquela peça bem como Adriana Calcanhoto quer comer Caetano até hoje. Aquela não foi a minha primeira vexação em público em ambiente educativo. Na fazenda, eu era sempre ridicularizado. Lembro que, debaixo do sol das 13 horas, na calçada, acompanhado de mãe e irmã, estava todo lindo com a blusa de manga longa. Risos daqui. Risos dali. Até que saquei que estavam me chacoteando porque eles juram que casaco não combina com o sol da uma da tarde de um fevereiro itapuranguense. Discretamente, fui ao banheiro. Acho que foi a primeira vez que tirei a roupa de frio sem a ajuda da minha mãe. Voltei, todo tímido – coisa de sagitário -, para o lado dela, já sem minha roupa nova. Soou o apito. Todos entraram. Minha mãe foi embora. Eu fui estudar. Ninguém tocou no assunto.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Maré de saudade


Seu Pensamento

Composição: Adriana Calcanhoto

A uma hora dessas
Por onde estará seu pensamento
Terá os pés na terra
Ou vento no cabelo?
A uma hora dessas
Por onde andará seu pensamento
Dará voltas na Terra
Ou no estacionamento?
Onde longe Londres Lisboa
Ou na minha cama?
A uma hora dessas
Por onde vagará seu pensamento
Terá os pés na areia
Em pleno apartamento?
A uma hora dessas
Por onde passará seu pensamento
Por dentro da minha saia
Ou pelo firmamento?
Onde longe Leme Luanda
Ou na minha cama?

domingo, 3 de agosto de 2008

Ilusão é coisa para travesseiro


É triste ser tão só, tão carente. A qualquer sinal de simpatia, a gente já colore o gesto e imagina situações de bem-querer. Mesmo quando, na verdade, não passa de um sinal puramente amistoso. Quando se acha que algo pode dar certo, o fim já é avistado. Tão efêmero. Não começa e já acaba. Nada como ouvir o novo álbum do Zuco 103 – apesar de o título ser After the Carnaval – e ter de quem lembrar. Isso ninguém tira! Ligar e a chamada ser inócua, senão dói, ao menos aflige. Ficar de butuca para ver se aparece. Olhar o relógio e calcular quantos minutos – sendo que são horas, dias – faltam. Olhar para frente e perder-se no tempo, sem esperança. Lembrar. Imaginar-se do lado. Junto. Situação confusão. Para quem vem e para quem vai. Para quem fica, então, lágrimas nos olhos.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Amizade é pra poucos


Um dia a gente cresce. Até esse dia chegar, a gente briga. Eu parei de brigar. Cresci? Ao fazer a pergunta, abro meu Windows Media Player e, ironicamente, a primeira palavra que leio é o nome de uma música da Zélia Duncan: Não. Vou desconsiderar. Não foi sinal divino. Apenas coincidência. Sim, quando a gente quer, elas existem.

Lembrei das brigas horríveis, de chorar mesmo, entre Polliana e eu. E nos amamos tanto. O distanciamento da Marilena por motivo, pra mim, tão insignificante. Depois, a Iris. Enfim, pessoas que eu sempre quis muito bem e que sempre me desejaram da mesma forma. De uma hora para outra, deixaram de freqüentar ocasiões proporcionadas por amigos em comum pelo constrangimento de me encontrarem. Graças a Deus, passou. Passou com as três.

Já que blog é diário - o meu é -, vou fazer de conta que estou escrevendo só pra mim. Com a Polliana, avalio que a relação está totalmente amadurecida e quero crer que não caíremos nos mesmos pecados.

Outras análises são prematuras.

domingo, 27 de julho de 2008

A saudade é uma rosa


Quando não estou pensando em escrever no blog, tenho várias idéias de textos para ele. Quando faço login, todas somem. Aline Leonardo não sabe, mas ela me inspira muito. Os textos na Caneca da Nina, com os quais me identifico bastante, e as belas fotografias do álbum no Orkut... Acabo de ver uma imagem dela em Londres. Fui arremessado à Europa e, ao mesmo tempo, ao medo que tenho de sair daqui.
Andrea Régis está em Zurique. Polliana, uma de minhas melhores amigas, também morou na Europa. E voltou. Acaba de regressar a Goiânia. Ana Lúcia, minha prima, e Léo, irmão dela, estão na Espanha. Tiago, meu primo, na Itália. Sheila, filha da tia Maria, em Portugal. Se eu listar, preencherei várias laudas com nomes de amigos próximos e parentes que partiram do Brasil para estudar ou trabalhar fora. E voltaram, de alguma forma, superiores. Não por terem residido na Europa, mas por terem passado por várias experiências que aqui não teriam enfrentado.
Agora é a vez de Cristina e Reale. São bastante corajosos. Não são aventureiros. Voltarão ainda melhores. Melhores pessoal, acadêmica e profissionalmente. Estudar no país natal já é um privilégio do qual a maioria de nós, do universo dos blogs, pudemos desfrutar. Estudar na Europa, na África, na América do Norte ou na Oceania é missão para pessoas de coragem, iluminadas. O medo é natural. A luz está na coragem de enfrentá-lo. Não temer o novo - esperado e inesperado - é magnífico e reservado a poucos.
Gostaria de também ter o desapego de, a qualquer momento, me mudar para onde o vento soprasse, mesmo que fosse para ali, Brasília, por exemplo. Não, não. Rio de Janeiro! Invejo – sentido positivo, hein – Andrea, Polliana, Léo, Aninha, Sheila, Aline, Cristina e Reale.
São dignos da minha admiração. E, de certa forma, o mundo é mesmo cíclico. Polli já está aqui há cerca de um mês. Daqui a pouco a Andrea – para quem está na Europa, considero São Paulo “aqui”. Léo e Aninha sempre vêm. O tempo vai passar rapidinho e, não tenho dúvida, logo estarei abraçando novamente – tal como ontem, um dia tão agradável – Cristina e Reale. E, em vez de repetir “vão com Deus”, a frase será outra. "Sejam bem-vindos".
Mesmo assim, de lá, ouvirão muitos “welcomes”. Ao mundo novo do Velho Mundo. Ao frio dinamarquês. Ao verão europeu. Aos finais de semana nos parques, nos museus, nas praias, nas pontes, nos lagos, nas montanhas e outros pontos turísticos mais desejados.
Saudade não é apenas uma palavra com significado somente em português. É um sentimento doloroso se não for bem trabalhado. O peito pode apertar. E vai. Os olhos podem lacrimejar. E vão. O sono pode esvair. E já está, né, Cris e Reale?! Mas tolice seria não agarrar a oportunidade e enfrentar o novo por medo de passar por situações das quais ainda não temos domínio. Ele logo virá.
Por fim, luck – porque toda sorte é boa. Em breve – que sejam dois ou cinco anos –, vocês receberão muitas boas-vindas. Dessa vez, em português. E não será o de Portugal.

sábado, 26 de julho de 2008

A gente trabalha o ano inteiro


A Felicidade

Composição: Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes


Tristeza não tem fim

Felicidade sim

A felicidade é como a gota

De orvalho numa pétala de flor

Brilha tranqüila

Depois de leve oscila

E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece

A grande ilusão do carnaval

A gente trabalha o ano inteiro

Por um momento de sonho

Pra fazer a fantasia

De rei ou de pirata ou jardineira e tudo se acabar na quarta feira

Tristeza não tem fim

Felicidade sim

A felicidade é como a pluma

Que o vento vai levando pelo ar

Voa tão leve

Mas tem a vida breve

Precisa que haja vento sem parar

A minha felicidade está sonhando

Nos olhos da minha namorada

É como esta noite

Passando, passando

Em busca da madrugada

Falem baixo, por favor

Pra que ela acorde alegre como o dia

Oferecendo beijos de amor

Tristeza não tem fim

Felicidade sim

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Quando um certo alguém


Não quero assustar nem povoar meu pensamento de ilusão contornada de esperança. Vejo, porém, muitas afinidades. Sei que não precisava acentuá-las, mas era só para certificar de que estamos no caminho certo. Sei que, da sua parte, não há pretensões. Tratemo-nos como se da minha também não houvesse. Deixou de haver. Prometo não avançar o sinal para não ter de visualizar a faixa "Pare". O objetivo inicial, espero que você tenha essa clareza, era só alguém para me fazer bem mesmo despretensiosamente. Conversar. Ironizar. Comentar. Recomendar. Perguntar. Rir. Um dia confidenciar. Quem sabe... E olha que você entrou nessa sem saber que tinha missão. No final, apenas do primeiro de infindáveis capítulos, a certeza de agradabilidade mútua. Grato por aliviar a minha tensão, mesmo sem querer (das duas partes). Aguardei muito por esse momento. E aguardo - sem muitas expectativas, que é para ser ainda melhor - os próximos.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Diga ao povo que mudo


Não vou ser diabético, hipertenso, depressivo, estressado, ranzinza... Aos poucos, mudo meus hábitos. Uma hora diária de caminhada e corrida, ciclismo e eliption foi o primeiro passo. Perdi peso e extravaso nos exercícios a ansiedade acumulada ao longo do dia e culminada com as previsões para o seguinte. Agora, parto para a dieta. O objetivo final não é emagrecer. Menos dois quilos e eu estou no ponto. Pesei hoje e o marcador apontou 78. Com várias enfermidades crônicas no histórico das famílias Castro e Camargo, achei melhor ficar esperto com a alimentação já aos 23 anos. Quase julguei tarde, mas quero crer que haja tempo. E há! Nunca foi tão gostoso almoçar salada. Adoçar limonada com adoçante não mata. Suco de laranja sem açúcar - sempre me recusei a beber - é uma delícia. Sanduíche natural de frango com ricota é melhor do que Wopper (que é sempre acompanhado de refrigerante à vontade). Sinto que açúcar realmente é dispensável e outras coisinhas mais. Deus, dá-me força para permanecer neste propósito. Amém.

sábado, 19 de julho de 2008

Não deixe Madonna morrer


Já tinha esquecido o quanto é bom sair para dançar. E que sexta é o melhor dia das feiras.
Não deixe Madonna acabar.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Leitura segmentada


Há uma nova e boa safra de revistas (paulistas) destinadas aos leitores gays. Moda, cultura, comportamento, turismo, esporte - sim, gay também pratica! -, entrevistas, perfis... Espécies de Marie Claire para homens que gostam de homens e mulheres que gostam de mulheres. Aime, DOM e Junior merecem destaque. A elas, vida longa. A Iguais, no mesmo estilo, lançada há uns dois anos, não passou do primeiro número. Uma pena! Algum jornalista empreendedor precisa despertar para esse segmento de publicações em Goiânia e abocanhar este filão por aqui também.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Febre


É definitivo. Não sei mesmo me relacionar. Antes, me sentia incapaz para namorar. Agora, o diagnóstico: até para manter amizades.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ensaio sobre o desrespeito


Andrea tem razão. E mais. Não agüento – permitam-me a repetição – mais o desrespeito com que tratam jornalista em Goiânia. Vou falar daqui porque é a minha realidade, mas, certamente, não deve diferir muito em outras periferias do Brasil. É jornalista que destrata jornalista. É empresário que desrespeita jornalista. É fonte que desconsidera jornalista. É contratante que acha que jornalismo pode ser feito por qualquer um.
Vamos aos fatos. Semana passada uma grande amiga me recomendou um free-lancer. Não era nada grandioso, mas também não era um biquinho. Era o lançamento da nova sede de uma respeitada empresa de consultoria em recursos humanos. Liguei para a responsável – leia-se: a dona! -, falamos do trabalho e tal e fiquei de encaminhar em seguida orçamentos de espaços pagos onde ela gostaria de veicular também. Apurei que cada palestra dela custa 3 mil reais.
Ela só esqueceu – esqueceu, né?! – de perguntar quanto valeria o meu trabalho. Como não sou bobo nem nada, antes de orçar, enviei para o endereço eletrônico dela o valor do meu serviço. Era terça-feira. O evento ocorreria – deve ter ocorrido – na terça seguinte. Pouco tempo. Demanda mediana. Contato é contato. Mailing é mailing. Profissionalismo é profissionalismo. Respeito é respeito. E jacaré é um bicho.
Quarta-feira. Nem sinal de fumaça.
Quinta-feira, 17 horas, liguei para ela. Afinal, não perderia um trabalho desses por falta de insistência, né?!
“Oi, João. Até o final do dia eu vou te ligar para a gente negociar”.
“Ok”.
No dia seguinte, me liga a secretária da dita cuja para confirmar o recebimento do convite para a inauguração. Eu disse ter recebido. Até a mim não chegou. Bem como a contratante (?!) não deu a menor satisfação, não respondeu o e-mail, não mandou torpedo, não ligou, não mandou recado.
Não cobrei caro. Não cobrei barato. Estipulei o valor certo. Cobrei um preço que – como manda a lei do mercado – daria uma margem para baixar uns 200 reais no orçamento. Lembrei da Andrea na hora. Recentemente, ela se queixou comigo que jornalista goiano de redação não responde e-mail de assessor de imprensa. É fato. Eu, na condição de repórter, passei a dar feedback aos quilos de material recebidos a partir desta queixa.
Ah, e Andrea reclamou disso porque eu havia reclamado que me aconteceu o mesmo em outro episódio. Envio orçamento para contratante, ligo, deixo recado e fico na chapada. Quem dera fosse na dos Guimarães ou na dos Veadeiros. Mas é na chapada em caixa baixa mesmo.
Pô, galera, uma faculdade de jornalismo dura no mínimo quatro anos. É o mesmo tempo que estou no mercado profissional. E não me importa o tempo. Cada trabalho tem seu preço. O que importa são os resultados. Empresário goiano – tem colega jornalista que faz igual – acha que nós somos o quê? Nos oferecem merreca, abaixo das tabelas sindicais – que, convenhamos, já são subumanas -, pressionam horrores, geralmente demoram para pagar e por aí vai.
Queiram me desculpar, mas jamais me desvalorizei e não vai ser agora que vou fazer isso. Seria um auto-desrespeito e um desrespeito com a categoria. Por que essas coisas continuam acontecendo? Porque há quem pegue trabalhos por preços bem inferiores do que valem. Que permutam seu suor por produtinhos de grife.
Eu quero ter a minha grana para comprar a minha roupa onde eu quiser. Seja na Feira Hippie, na Osklen, na Daslu, na Daspu ou na Dosgay. É demais querer receber em dinheiro? É demais querer receber pelo meu trabalho? É demais querer resposta ao passar um orçamento? É demais clicar, sem custos, em “responder o e-mail”? É demais? É?
Olha, para trabalhar em troca de comida eu não precisaria ter saído da casa do meu pai, me sacrificar para cursar quatro anos de curso superior – pago minha faculdade, financiada, até o segundo semestre de 2013 -, fazer cursos, investir em línguas estrangeiras, assistir os lançamentos no cinema, ler tantos livros obrigatórios – o faria somente pelo prazer, então -, andar na moda (hahahahaha)...
Goiânia, em muitos segmentos, ainda me deprime.

domingo, 13 de julho de 2008

Domingo


sábado, 12 de julho de 2008

Sábado


sexta-feira, 11 de julho de 2008

Sexta-feira


quinta-feira, 10 de julho de 2008

Quinta-feira


quarta-feira, 9 de julho de 2008

Quarta-feira


terça-feira, 8 de julho de 2008

Terça-feira


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Segunda-feira


domingo, 6 de julho de 2008

Para começar bem a semana madrugue no domingo



Tomara que começar a semana às 5h45 (para quem a terminou à 1h29 do mesmo dia) seja, no mínimo, promissor e garantia de que levantarei cedo todos os dias. Tomara que a parte chata (esperar minha tia quase duas horas) não se repita. Porque ninguém gosta de esperar.

sábado, 5 de julho de 2008

Sobe e desce


Eu, que me achava moderninho e liberal, ainda me espanto com alguns avanços (?).
+Podem pirar, mas ontem, no show da Elza Soares, tive um susto quando vi um casal de mãos dadas. Só porque eram dois homens.
-Mais tarde - 12 horas exaustivas - choquei ao encontrar um amigo (muito) drogado. Logo eu que acho tudo tão normal por fazer muitas coisas que a sociedade não acha nada comum.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Beba-me


Elza Soares a partir das 21 horas no Teatro Rio Vermelho. É pra lá que eu vou. Imperdível!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Vai lá


Das 19 às 19h40, Elza Soares estará na Saraiva Mega Store, no Flamboyant, para noite de autógrafos e fotografias.
Dicas
  • Nada de dizer: 'Nossa, Elza, você não parece ter a idade que tem!'
  • Esqueça que ela foi casada com o Garrincha.
  • Esqueça que ela é casada. Segredo: com um DJ.
  • Nada de perguntar sobre o filho que morreu. Ela tem oito vivos. Mesmo assim, atenha-se a falar sobre a carreira dela.
  • Ao menos na presença dela, Caetano é seu deus.
  • ...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Novo, porém desconfortável


Hoje andei em um dos 250 ônibus novos que estão circulando em Goiânia desde sexta-feira. Não senti vantagens quanto ao conforto. Perdem para os laranjinhas. Os bancos da nova frota são de plástico duro, aos contrário dos assentos dos veículos semi-novos, que são macios.

sábado, 21 de junho de 2008

Diga ao povo que volto


Aos poucos vou retornando à vida.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

E aí, blog?




- Posso ajudar?



- Não, obrigado. Tava só olhando.

domingo, 4 de maio de 2008

Sumiço


Oi, blog.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Duas ou três boas recomendações


O Café Brazuca, no Centro de Goiânia, quase no cruzamento da Avenida Anhangüera com a Tocantins. É administrado pela Loreda, uma publicitária de muito bom gosto. Trata-se de um café muito charmoso num dos pontos mais movimentados da capital.


A Cervejaria Goiás - ex-Cervejaria Brasil -, também no Centro, na Avenida Araguaia com a esquina da Rua 4 (ou 20). O som é legal. O ambiente é legal. O público é legal. As comidinhas são saborosas. Não seria por menos. Acho que é administrada pelo Ângelo, chef-músico.


"Pois meu amor tem um pouquinho disso tudo..."

Aproveito também para recomendar Maria Bethânia & Omara Portuondo.


Goiânia tem bons programas sim! Digo mais: ótimos. Ficar em casa também é muito proveitoso se você souber escolher o que ler, ouvir e assistir.

domingo, 20 de abril de 2008

João Gilberto


Uma multidão com armas e gritos pode levar anos para fazer uma revolução. Um gênio, décadas para ser reconhecido. João Gilberto precisou apenas de sua voz, sua batida de violão e da canção ‘Chega de saudade’ para mudar o curso da música brasileira e fincar seu nome na história. Como bem observou o jornalista Mario Sérgio Conti em um artigo sobre o artista, “no cinqüentenário da bossa nova, é preciso voltar a João Gilberto”. E é isso que o Banco Itaú faz em sua homenagem aos 50 anos do movimento, promovendo o retorno de João Gilberto aos palcos brasileiros após quase uma década de ausência. O público será contemplado com uma série de quatro apresentações: dias 14 e 15 de agosto, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo; dia 24 de agosto, no Theatro Municipal carioca; e dia 05 de setembro, no Teatro Castro Alves, em Salvador.

sábado, 19 de abril de 2008

Saramago prepara novo romance para o final do ano


O escritor português José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura 1998, prepara um romance para o final deste ano intitulado "A viagem de um elefante", anunciou em uma entrevista publicada neste sábado pela revista portuguesa Sol."O livro não está muito adiantado. Está na metade. Espero concluí-lo neste verão e publicá-lo no outono" (hemisfério norte), declarou ao Sol, sem dar detalhes a respeito do assunto deste novo livro.José Saramago, 85 anos, que vive na ilha de Lanzarote, no arquipélago espanhol das Canárias, esteve hospitalizado no final do ano passado devido a uma insuficiência respiratória.O autor de romances clássicos como "O ano da morte de Ricardo Reis", "O Evangelho segundo Jesus Cristo" e "A jangada de pedra", vive em Lanzarote desde 1993 com sua esposa, a jornalista Pilar del Río.Na quarta-feira é aguardado em Lisboa para inaugurar a exposição "José Saramago: a consciência dos sonhos."

Fonte: Diário do Grande ABC

terça-feira, 15 de abril de 2008

Saúde


Voltei a viver ao voltar a caminhar e pedalar.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Promessa de início de ano


Voltei para a academia. Agora é para sempre. Ao menos até eu comprar uma esteira, bicicleta ou cama de jump.

domingo, 13 de abril de 2008

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Imediatamente transformados suspeitos


Imune às tragédias que a imprensa explora à exaustão, até ontem não havia me ligado para as possibilidades dos pais da Isabella serem inocentes e não terem jogado-a do prédio, como sugerem 24 horas por dia jornalistas e delegado. Até que almoço com a Lourdes e ela se encarrega de me atentar que podemos - ou não - estar diante de mais um caso Escola Base.


Por meio do blog novo do Fred e da Aline (Outra Linha), descubro o Querido Leitor, outro ótimo blog da Rosana Hermann. Em um tópico, ela disponibiliza a entrevista em MP3 que o Guilherme Fiuza deu à Rádio Band News.



Ocorreu algo semelhante com o jornalista Guilherme Fiuza (Meu nome não é Johnny) há 18 anos, quando, como conseqüência de um tropeço, seu filho foi acidentalmente atirado do 8º andar. Em poucos minutos, dois policiais já impediam a sua saída de casa e a mídia tentava promover o mesmo estardalhaço que estamos vendo agora.
A entrevista que ele deu à Band News é uma verdadeira aula de jornalismo que deve ser dada a estudantes e profissionais.

Ele relata a situação em seu blog: http://www.guilhermefiuza.com.br/?p=20#comments.



A entrevista pode ser ouvida neste link: http://www.bandnewsfm.com.br/conteudo.asp?ID=78136.



"Nós éramos um casal feliz que vivia bem com o seu filho".



"Há uma completa ignorância da opinião pública sobre a vida daquelas pessoas".



"Quem é que vai pagar esse dano moral quando as Olimpíadas entrarem em cena?"



"A maior certeza que eu tenho é que eu não sei o que aconteceu. E as pessoas têm de ter esta humildade".



"A busca pela verdade, pela informação, é sagrada, mas tem de acontecer de forma responsável".
"A opinião pública é covarde. A opinião pública não sente dor".
"Opinião pública não tem CNPJ. Não tem endereço".
"Qual seria a saída? Um código de imprensa? Um código nada! Esse é um valor de berço que o repórter tem de ter. É o sentimento de cada um. Não é um código de imprensa nem nada".
"A gente acha que é culpado e joga no microondas. Queima vivo".

terça-feira, 8 de abril de 2008

Viver tá me deixando louco


Goiânia, 7 de abril de 2008.

Adentrei o ônibus da HP que faz a linha 169 por volta das 12h25 do dia 6 de abril do corrente ano, domingo, no ponto na Avenida Assis Chateaubriand que fica ao lado da Rua 15, no Setor Oeste. O meu destino final era o primeiro ponto da Praça Cívica. Ao inserir o sitpass na máquina, constatei que o bilhete estava sem saldo. Informei ao motorista que tinha cinco reais e não poderia passar da parada informada. Ele disse que no caminho teria algum vendedor. Continuei ao lado dele, na parte da frente do ônibus. Às 12h31 ele começou a circundar a Praça Cívica. Eu havia avisado com antecedência onde precisava descer e reafirmei. No entanto, ele não parou o veículo, pois alegou não poder cobrar a passagem. Disse que só me liberaria onde tivesse um vendedor. Eu ressaltei que não poderia passar daquele ponto. O motorista me informou – desnecessariamente, já que, apesar de não concordar, conheço – que era norma da empresa e que me levaria até o ponto final para provar. Uns cinco pontos depois, na Avenida Goiás, abaixo da Avenida Anhangüera (quase em frente à Igreja Universal do Reino de Deus), aparece um vendedor, que cobra a passagem, e eu consigo descer, depois de muita discussão, tempo perdido, ameaça de ser mantido preso no ônibus até o ponto final e, conseqüentemente, muito desgaste. Liguei no 190 dentro do ônibus e fui orientado a procurar o 1º Distrito Policial. Como a ocorrência seria contra uma pessoa jurídica – no caso, a HP – o delegado não a registrou, mas recomendou que eu entrasse com uma ação por perda e danos morais. Afinal, fui mantido preso – com o dinheiro em mãos – até muito depois do ponto onde precisava descer. Perdi, com isso, vários minutos, além de ter passado pelo constrangimento de ser assistido por todos os usuários daquele ônibus e de ser ameaçado de “ter de ir até o ponto final para conhecer a norma da HP”.
Placa: KNG7917
Veículo: 2561
Chassi: 9BM3840731B260711

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Dia do Jornalista


sábado, 5 de abril de 2008

O mar lava a alma mesmo






Jamais vi meus pais tão alegres quanto nas fotografias que tiraram na primeira visita ao mar, em janeiro, em Porto Seguro.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Metalingüística


Por que os jornais não trazem em suas edições notícias sobre jornais e jornalistas? Enfim, por que a imprensa não discute a imprensa? Por que a imprensa não pauta a imprensa? Certamente, o leitor, o ouvinte, o telespectador e o internauta têm curiosidade para saber sobre nós, feitores do jornalismo, e sobre as empresas onde trabalhamos.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Sem hipocrisia


Meus amigos fumam maconha. São profissionais bem sucedidos. Estudam. Cursam especializações, mestrados. Dão aula. Falam inglês fluentemente. Têm aula de francês e até mandarim. Muitos não bebem. Fumam maconha. A vida sentimental é estável. Transam sem neuroses. Se relacionam amigavelmente com os pais. Vão se casar. Ter filhos. Voltar à Europa. Passam férias no Centro-Sul. Outros escolhem o Nordeste. Alguns viajam duas vezes por ano à Amazônia. Dirigem. No final de semana, curtem cachoeira em Pirenópolis ou Alto Paraíso. Praticam mergulho. Trocam de carro de dois em dois anos. Quando querem assistir O Fantasma da Ópera, passam o final de semana em São Paulo. Quando querem assistir ao show da Rita Lee, vão a Brasília e depois jantam no Gilberto Salomão. Viajam a trabalho ao Rio de Janeiro e almoçam no Porcão. Afinal, se hospedam na Barra da Tijuca. No Carnaval, ficam em dúvida se voltam ao Rio ou se aceitam o convite do Expresso 2222 para fazerem parte da folia em Salvador. Na Semana Santa, partem em retirada para Fernando de Noronha. Querem tranqüilidade. Participam de congresso em Porto Alegre. No retorno, passam por Vitória para conferir o novo show da Erasure. Depois, comem no Sub Way. Na segunda-feira, à tarde, tocam a vida normalmente em Goiânia e ignoram que Goiás é - talvez perca para Tocantins e outros do Norte - o estado mais provinciano do Brasil.

segunda-feira, 31 de março de 2008

José Maria, tchau



Há um certo gesto de virilidade que merece desconfiança, quer se trate da sua própria, quer da virilidade de outros (...)
É só como mentirosos que [os machões] se tornam verdadeiramente sádicos, agentes de repressão.
Essa mentira, porém, não é outra coisa senão homossexualidade recalcada a se apresentar sob a única forma aprovada: a heterossexual.
Theodor Adorno
...
Sempre que pode, o conservador José Maria e Silva escreve asneiras sobre a homossexualidade. Em artigo na atual edição do Jornal Opção (Ditadura Gay - Um crime finalmente confessado), o qual revela estar deixando após 15 anos, novamente despeja afirmações sem sentido sobre a prática sexual entre pessoas do mesmo sexo. Novamente porque ele adora difamar o movimento gay. Talvez Freud, ou até mesmo Adoro, expliquem.



"Ao lon­go dos anos, se­cre­tá­rios e mi­nis­tros de sa­ú­de, bem co­mo mé­di­cos, en­fer­mei­ras, psi­có­lo­gos e ou­tros pro­fis­si­o­nais da área, não re­lu­tam em frau­dar a ci­ên­cia — re­pi­to: frau­dar a ci­ên­cia — pa­ra pro­te­ger os gays de uma ver­da­de que é in­con­tes­tá­vel: eles sem­pre fo­ram e nun­ca dei­xa­ram de ser um gru­po de ris­co pa­ra a dis­se­mi­na­ção da Aids. So­bre­tu­do, quan­do têm um com­por­ta­men­to pro­mís­cuo". José Maria, o termo que cabe aí é "somente". Jamais "sobretudo".



"Lo­go, é pra­ti­ca­men­te im­pos­sí­vel que to­da es­sa gen­te es­tu­da­da — com mes­tra­do, dou­to­ra­do e pós-dou­to­ra­do em sa­ú­de até no ex­te­ri­or — não sou­bes­se que a Aids vi­nha cres­cen­do en­tre os gays du­ran­te to­dos es­ses anos". José Maria, toda essa gente estudada - com mestrado, doutorado e pós-doutorado em saúde até no exterior - é formada por gays também. E, certamente, gays que se cuidam e não consideram o fator homossexual como de risco. Porque, por si só, não o é.



"Tam­bém era im­pos­sí­vel que es­sa gen­te di­plo­ma­da não des­con­fi­as­se que os ho­mos­se­xu­ais nun­ca re­pre­sen­ta­ram en­tre 15 e 20 por cen­to da po­pu­la­ção — co­mo o mo­vi­men­to gay afir­ma, sem­pre que quer jus­ti­fi­car o fi­nan­cia­men­to pú­bli­co de su­as pa­ra­das". José Maria, sinceramente, o percentual deve superar - e muito - a casa dos 20 por cento. Então, realmente é válido desconfiar dos que dizem que os gays representam apenas entre 15 e 20 por cento da população.



"Es­ses da­dos só ago­ra re­ve­la­dos (ape­sar de co­nhe­ci­dos, não te­nho dú­vi­da), mos­tram que as au­to­ri­da­des sa­ni­tá­rias men­ti­ram pa­ra a po­pu­la­ção ao lon­go de to­dos es­ses anos em que inun­da­ram ca­sas e es­co­las com por­no­gra­fia dis­far­ça­da de pre­ven­ção, com a co­ni­vên­cia da im­pren­sa". José Maria, não entendi. O que é pornografia disfarçada de prevenção? Você se refere aos preservativos? Se for, de fato, você não fala coisa com coisa. Considerar camisinha ou material informativo sobre prevenção como pornografia é viajar na falta de noção.



"De­pois de tan­ta la­va­gem ce­re­bral em fa­vor dos gays, nem mes­mo es­ses da­dos gri­tan­tes se­rão su­fi­ci­en­tes pa­ra que as pes­so­as per­ce­bam que os gays con­ti­nuam sen­do (e nun­ca dei­xa­ram de ser) gru­po de ris­co". José Maria, minha mãe, que tem quase 50 anos, estudou apenas até a segunda etapa do ensino fundamental e mora na zona rural no interior, é mais esclarecida sobre homossexualidade do que você, que é mestre e mora na capital, centro da informação. Grupo de risco é quem pratica sexo sem se cuidar. Aí independe se é homem com homem, mulher com mulher, homem com mulher ou mulher com homem.



"Pro­va dis­so é que, mes­mo di­an­te des­ses da­dos que mos­tram que as cam­pa­nhas cal­ca­das na ca­mi­si­nha fra­cas­sa­ram com­ple­ta­men­te, o Mi­nis­té­rio da Sa­ú­de vai con­ti­nu­ar in­ves­tin­do na por­no­grá­fi­ca cam­pa­nha do pre­ser­va­ti­vo". José Maria, para você, o que é pornografia? Nunca vi nada obsceno em campanha anti-Aids.



"Há cer­ca de dez anos (creio que em 1999), eu que não sou es­ta­tís­ti­co nem au­to­ri­da­de sa­ni­tá­ria, ten­do por ba­se as pró­pri­as in­for­ma­ções do Mi­nis­té­rio da Sa­ú­de, es­cre­vi um ar­ti­go em que du­vi­da­va da efi­cá­cia das cam­pa­nhas de pre­ven­ção à Aids cen­tra­das na ca­mi­si­nhas e afir­ma­va já no tí­tu­lo do re­fe­ri­do ar­ti­go: “O pro­ble­ma da Aids é mo­ral, sim”". José Maria, é nítido que você não é estatístico nem autoridade sanitária.



"Só que es­se pla­no de es­ta­bi­li­za­ção do HIV com­por­ta um sé­rio pro­ble­ma — o es­pe­cu­la­dor do se­xo, co­mo o das bol­sas, gos­ta de cor­rer ris­cos. E o pra­zer, seu ca­pi­tal vo­lú­vel, não se in­ti­mi­da em des­tru­ir fa­mí­lias, en­gra­vi­dar me­ni­nas e dis­se­mi­nar a Aids”". José Maria, ao menos aqui você foi sensato. E, talvez sem querer, assumiu que o risco de se contrair HIV não é exclusivo nem predominante entre os homossexuais. Não são somente os gays que transam. Não são apenas os gays que contraem o vírus.



José Maria, tchau.


Certa vez me perguntaram, num grupo de estudos conservador, que prova eu tinha de que a homossexualidade é muito mais uma orientação do que uma escolha, e fui obrigado a responder com muita sensibilidade: a minha vida.
Andrew Sullivan



Afirmo desde o início: “Não tenham medo!”. Essa é a mesma exortação que ressoou no início do meu ministério na Sé de São Pedro...
Do que não devemos ter medo?
Não devemos ter medo da verdade sobre nós mesmos.
Papa João Paulo II

sexta-feira, 28 de março de 2008

?!



Por que gosto?
Porque gosto!

terça-feira, 25 de março de 2008

Oh, vaquinha


O guia:
Uma vaca estava do outro lado da barragem. Uma equipe foi tentar laçá-la, ela pulou na água, as turbinas estavam ligadas e ela atravessou a barragem como se fosse um tobogã.

Joãozinho:
Ela morreu?

quarta-feira, 19 de março de 2008

Ser infeliz, sim, é que deveria ser pecado


Tô na minha fase Martha Medeiros. Descobri a escritora e publicitária gaúcha no Rio de Janeiro, ao ler a edição de revéillon do Globo. Amei. Não à toa. Ser feliz não é pecado é o título da primeira crônica à qual tive acesso. Num dos próximos tópicos pretendo explanar o que penso acerca da matéria. Agora, lendo Non-Stop, Crônicas do Cotidiano, percebo-me ainda mais encantado com o trabalho dela. Comecei a marcar os textos que têm a ver com a minha vida ou que podem ser aplicados nela em situações próximas e previstas. Quando dei por mim, tinha marcado quase todos os capítulos. Não a conheço ainda como poeta. Mas pretendo - e olha que não sou chegado no gênero - comprar também as obras poéticas dela.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Escolhe, pois, a vida


Quando deixarem de achar que depressão é frescura o índice de suicídios começará a declinar.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Djavan


Em show único na Atlanta Music Hall nesta sexta-feira, o músico apresenta as faixas do novo álbum, Matizes, e lembra clássicas de seu repertório como Oceano e Eu Te Devoro.


Em mais de trinta anos de carreira, Djavan consolidou um caminho próprio como compositor – misturando jazz, samba e blues com letras românticas sem muito sentido – e conquistou uma legião de fãs. Dominado por canções inéditas, o repertório do novo disco chega a Goiânia depois de ser exibido no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte e nas capitais do Sul. Amanhã e domingo ele se apresenta em Brasília. No show, Djavan traz novidades como Delírio dos Mortais, samba de exaltação ao Rio, onde mora desde 1973. Não faltam, é claro, Oceano e Eu Te Devoro, que ele apresenta na companhia dos filhos Max Viana (guitarra e voz) e João Viana (bateria), integrantes da superbanda que se completa com Sérgio Carvalho (baixo e voz), Renato Fonseca (teclados e voz), Marcelo Martins (saxofones), François Lima (trombone e voz) e Walmir Gil (trompete e voz).

quinta-feira, 13 de março de 2008

Que venha abril

O promoter Fábio Brasil não pára. Depois de Nando Reis, nem bem arrematou o show de Danni Carlos – sábado, no Teatro Rio Vermelho – e já anuncia, para abril, duas novas agendas imperdíveis. No dia 24, Ney Matogrosso, com o show Inclassificáveis, e, no dia 26, uma reedição do clássico Rock Palace, que rolava nos anos 80, com a Blitz de Evandro Mesquita. No Jaó. (Coluna Circulando, O Popular, Patrícia Drummond)

quarta-feira, 12 de março de 2008

AlFa e Diário da Manhã

Se a AlFa soubesse o conceito que o Diário da Manhã tem em relação aos profissionais formados por ela, não publicaria anúncio hoje de um quarto de página parabenizando o veículo pelos 28 anos.
No mundo moderno, a informação pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso. Mais do que o aprendizado convencional, estar por dentro das atualidades mundiais, nacionais e regionais amplia as chances dos futuros profissionais no mercado de trabalho e forma cidadãos. O Diário da Manhã, há 28 anos é uma fonte inesgotável de boa informação, todo dia é uma aula de conhecimento.
Parabéns, Diário da Manhã!
Faculdades Alves Faria

À leitora Adriana (hehe):


MERCADO POPULAR



Jazz e instrumental


Dentro do projeto Mercado Jazz Popular, uma trupe de músicos de peso sobe no palco do Mercado Popular da Rua 74, hoje, a partir das 19h30. A seleção musical de clássicos do blues e expoentes do jazz contemporâneo será interpretada por Fausto Noleto (sax), Nonato Mendes (baixo), Willian Cândido (teclado) e Guilherme Santana (bateria). Rua 74, Centro. Entrada franca. (O Popular)

segunda-feira, 10 de março de 2008

Samurai


Tô cansado de esperar - e ouvir - que dê tudo certo no final. Quero, a partir de agora, que dê tudo certo no início também. Bem como no meio.

domingo, 9 de março de 2008

Coisa demais pra ação de menos


Acho que só jornalista se preocupa com nomenclaturas e siglas certinhas. Ádila, a melhor professora do curso (?) teórico de dormição, digo, de condução, escorregou federal, digo, estadual na aula sobre meio ambiente. Para ela, Delegacia Estadual do Meio Ambiente é o Dema. Para mim, é menininha. Para ela, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos é Sema. Para mim, é Semarh. Para ela, a Agência Municipal de Meio Ambiente é Semma-Amma. Para mim, é apenas Amma. Fala de órgãos estaduais que regem a área, mas esquece-se da Agência Goiana de Meio Ambiente (Agma). Deve ser porque esta vai ser engolida pela reforma administração do governo estadual. Passa da hora. Há, por exemplo, Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seagro), Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e Agência Rural. Na crise do leite, quando explodiram as denúncias de adição de soda cáustica e água oxigenada, a imprensa não sabia a quem ouvir.

Sai da frente


O álcool vai baixar, mas o feijão vai subir ainda mais. Deixamos de produzir grãos para transformar o estado num grande canavial. As GOs viraram um inferno com caminhões carregados até a tampa de cana-de-açúcar e a velocidades incontroláveis. Vide os acidentes.

Exemplar


As Centrais Elétricas de Goiás (Celg) derrubam árvores para fincar postes de energia elétrica na zona rural. Não há outro meio, Celg, de levar luz à fazenda sem desmatar?

Sistema cicloviário em Goiânia já!


A deputada federal Raquel Teixeira (PSDB) tem uma foto andando de bicicleta. De salto, mas tem. Gilvane Felipe (PPS) tem uma fotografia ao lado de um bicicletário - estacionamento de bicicletas - francês. Só andam de carro e não se dão ao trabalho nem de serem convincentes na hora de posar para o retrato. Ambos são pré-candidatos à prefeitura da capital goiana.

hehehehehehehehehehehehehehehehehehe


Meu pai não perde um episódio de Pica-Pau. Não há nada de novo, mas ele não se importar em assistir reprises. Acha a mesma graça de quando assiste pela primeira vez.

Pornopolítica é tão ruim quanto o que o Jabor critica


Ainda não consigo entender por que comprei Pornopolítica, do Arnaldo Jabor. Fiquei em dúvida entre ele e O que é ser jornalista, do Ricardo Noblat, por quem também não nutro afinidade. O Jabor, definitivamente, é muito chato. Totalmente cênico, ainda é suportável na tevê. No máximo, no rádio. Eu e essa minha mania de tentar ler o que/quem não gosto.

Vai ver o sol nascer quadrado


Hoje descobri que há uma delegacia na Avenida Portugal, abaixo do Extra, para resolver qualquer problema relacionado ao trânsito, inclusive troca de "elogios" de motoristas. Agora vai responder na Justiça o condutor que passar numa poça com a única finalidade de me molhar/sujar.

Descontração e ironia fina


Toda aula de legislação de trânsito, direção ofensiva, primeiros socorros, cidadania, meio ambiente e mecânica básica podiam ser com a Ádila.

Crianduquices


Minha avó paterna mostrava língua para o meu pai. Fosse eu, apanharia na certa.

Eu, né?!


Já quase chorei ao desligar o telefone após entrevistar o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM!). Na próxima encarnação, ninguém vai me chamar de doente mental e sair ileso.

Campanha pelo uso consicente e solidário da buzina


De duas, uma. Ou estou ficando velho ou todo mundo em Goiânia ganhou uma buzina no último Natal e começou 2008 com o propósito de usá-la sem cessar.

A boa companhia das noites solitárias


Nada como dormir à meia-noite de sábado abraçado e ouvindo jazz na Rádio MEC. Ruim é ter de levantar às 5h30 da madrugada de domingo sozinho e ainda abraçado. Ao travesseiro. Rádio-relógio desligado.

Beijo de novela me faz chorar (de inveja)


Ando tão sensível que quase chorei com a notícia do assassinato da pró-reitora da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Nunca ouvi falar da Maria Benigna Martinelli Oliveira, mas morro de medo da violência urbana - e da rural também. Me solidarizo com a família e os amigos, mesmo à distância e sem que eles saibam.


As escadarias do Prédio Histórico da UFPR serão novamente palco para a manifestação popular. Desta vez, a comunidade acadêmica é chamada para junto com a sociedade repudiar atos de violência como o que culminou com a morte da professora, pesquisadora e pró-reitora Maria Benigna Martinelli Oliveira.

O movimento que está sendo chamado para as escadarias do Prédio Histórico da UFPR, na Praça Santos Andrade, acontecerá nesta terça-feira, dia 11 de março, a partir das 10h30min. O reitor Carlos Moreira Júnior já conversou com a presidente da APUFPR - Associação dos Professores da UFPR Arislete Dantas de Aquino para iniciar a organização do movimento. Também estão em andamento as conversas para o chamamento dos estudantes pelo DCE e dos técnico-administrativos pelo Sinditest. O objetivo é congregar a comunidade acadêmica e a sociedade curitibana a manifestar-se contra ações violentas como a sofrida pela professora Maria Benigna, causando a sua morte. A UFPR convida a todos que acreditam que a violência é um problema que pode ser resolvido a estarem juntos neste ato. ACS

Tá com fome? Aceita a comida!


Dia desses Iris e eu passamos na loja de conveniência do posto de gasolina - aquele que fica na Praça Cívica! Comprei um saco de petas caseiras. As de polvilho azedo me fazem lembrar minha avó paterna. Paguei no cartão. Não tenho vergonha de passar o Rede Shop ou o Visa Electron mesmo para quantias pequenas. É mais seguro do que sair com dinheiro, mesmo que em pequena quantidade. Ao sair da loja, eis que um senhor me pede dinheiro. Ao dizer que não tinha, ofereci o saco de peta que acabava de comprar. Ele me excomungou. Queria dinheiro. Sua mulher, visivelmente doente, resignou e disse que ela sim aceitaria o biscoito. Dei o pacote inteiro. E com o maior gosto.

Procura-se um relacionamento e nem precisa ser tão sério


Critérios:


  • Ter mais de 18 anos; de preferência, menos de 40;

  • Que esteja pelo menos cursando o ensino superior;

  • Que more no Centro-Oeste;

  • Que o peso seja proporcional à altura;

  • Que escove os dentes com constância ou que ande com balas de café;

  • Que tenha bom gosto musical;

  • Aptidão para a leitura;

  • Compreensão;

  • Seja maleável;

  • Pode até ser de Sagitário; quem sabe assim a gente até se entenda melhor;

  • Que tenha telefone - e o use!;

  • Que tenha gosto televisivo irrepreensível; eu assisto Pânico também;

  • Que seja livre do passado, mesmo que este o condene;

  • Que goste de vermelho, preto, rosa, verde e azul claro; porque eu gosto de vermelho, preto, rosa, verde e azul claro.

Pós-escrito: faço questão de abrir mão de uma pá destes quesitos caso haja interesse real.


A quem interessar possa, enviar currículo com fotografia em resolução a partir de 640 x 480 pixels para o e-mail indicado no expediente.

Beber, dormir, esquecer, levantar


É constrangedor lembrar no dia seguinte o que você disse ontem embreagado. O pior é quando te lembram e, nem assim, você recorda. Pior ainda é quando o verbo, em vez de dito, é feito. Agora eu entendo os covardes, que vivem simulando - e muito mal - amnésia alcoólica.

Use filtro solar e leia o noticiário esportivo


Já em Campinas, ouvi que hoje teria jogo do Vila Nova. Acho que teve mesmo. O ônibus que tomei até a Praça da Bíblia passa em frente ao campo do time e estava cheio de carros na redondeza. Era tarde demais quando fui informado. O conselho que fica é olhar o noticiário esportivo antes de sair de casa a fim de não sair.

Na sala de aula


Os olhos pesam. O sentido dispersa. O pensamento vai lá. Questão de segundos. Cumprimento constante do desejo de estar junto. Quem me dera um dia. E em breve.


Em aula chata, um século corresponde a cinco minutos no relógio.

Perder a paz


Dá vontade de chorar. Talvez as lágrimas até venham. Quando a gente acha que encontra alguém que é pra sempre, eis que a música se faz. Que o pra sempre sempre acaba. E sem que a outra o saiba. Afinal, nunca inspirou esperança mesmo. Mas ela não morreu. Apenas cochila. Alimentada nem que seja pela ilusão.

Trailer


Vivenda da comida boa e barata


Para quem gosta de frutos do mar, comer bem e barato, vale a pena passar na Vivenda do Camarão. Em Goiânia, tem no Bougainville e no Flamboyant. É cada risoto...

Campinas de Formação de Condutores


Graças a Deus, hoje fiz meu último dia de aula - na verdade, reposição - do curso teórico de direção. Eu faltei sem motivo um domingo. Aliás, tive motivo sim. O curso que fiz é de sexta-feira a segunda. E em Campinas. Sábado e domingo começa às 7 horas da manhã. Não consegui levantar no domingo! Minha casa fica mais próxima ao Centro. Me jogaram involuntariamente - dizem que é sorteio - para Campinas. A escolha devia ser feita conforme a região mais próxima ao bairro do aluno.

Não consegue sequer abraçar



O que mudou depois do acidente?
Não mexo mais.
O que você mais gostaria de fazer
hoje?

Responder ao abraço dos meus quatro filhos.


O diálogo é entre o excelente repórter Macos Uchôa e a artista plástica e jornalista Simony Garcia. Depois de um acidente de trânsito, ela ficou tetraplégica.



Agora, dou mais valor até ao ato de respirar.
Passei um mês respirando por aparelhos.


Nascida no Espírito Santo no dia 8 de outubro de 1971, Simony era apresentadora de telejornal antes de sofrer um acidente de carro que a deixou tetraplégica. Como já pintava antes da tragédia, ela passou então a desenvolver suas técnicas com a boca. O acidente aconteceu porque numa curva mexericas caíram em seu colo. Com a mão direita, ela tentou retirá-las. A tentativa foi suficiente para o carro capotar duas vezes.

CD para este domingo


Danni Carlos, Rock'n'Road. Aumenta a vontade de viver uma grande paixão.

Está confirmado o show de Danni Carlos e Banda no Teatro Rio Vermelho dia 15 de março, às 21h30. Compositora, atriz e cantora, Danni Carlos vai divulgar seu primeiro CD autoral. O show, que terá apresentação única na cidade, contará com um repertório de canções conhecidas da cantora, além de outras inéditas. Uma das músicas da lista é Coisas que Eu Sei, tema da novela Duas Caras, da Rede Globo.

sábado, 8 de março de 2008

Amor de meninas em japonês


O pior é pensar que agora a possibilidade de reencontro é ínfima. A sorte é que não vai mudar. A priori. Diz o amigo. Não sei o que acha de mim. Se sabe quem sou. Não quero que haja constrangimento. Quero ficar despretensioso. Deixar acontecer. Já usei fórceps demais. Mas teria de ver. Encontrar. Conversar. Telefonar seria pedir demais. Uma ligação, porém, não mata ninguém. Um recado. Quase confidencial. Acho que a solidão não vai me matar de dor. O corpo acostuma. A alma sente. Não quero atropelar. Mas já é tempo. Certeza que, se der certo, é perene. A busca é essa. A inconstância também. Leque de critérios. De propósito. Objetivo. Tende a dar certo. Como, se não há ponte? Não tem ligação. Chances sucessivas despedaçadas. Involuntariamente. É óbvio. Vou ao jardim. De repente, há um trevo.

Merece ser ouvida


Vamos?


Não sou mulher, mas eu vou.

domingo, 2 de março de 2008

Bailes de gala


Sou adepto das festas consideradas bregas. Amo baile de 15 anos, casamento e formatura. Não perco um. Todo mundo devidamente paramentado. Comida boa. Bebida boa. Fotos. E, ao final, antes que o DJ toque Whisky a go go, sorvete de queijo com calda de chocolate.

sábado, 1 de março de 2008

Só quem sonha acordado vê o sol nascer


Fui ao show do Biquíni Cavadão e talvez vá ao do Nando Reis, no Ara Makao, no Jaó. Muita gente reclama da localização do clube. Eu acho ótima. Meu bairro é quase vizinho. Minha reclamação é quanto à utilização dos dois telões durante a apresentação. Em vez de refletir para a direita e a esquerda a imagem dos artistas que apenas o centro vê, a organização do espetáculo resolveu, durante todo o tempo, projetar a agenda dos próximos shows. Péssimo! Deviam mostrar a programação até o show começar. A partir de então, deveria ser lei a reprodução do que está rolando no palco.

Biografia


João Gilberto nasceu a 10 de junho de 1931 em Juazeiro, na Bahia, em família de músicos amadores e ali, ainda adolescente, formou o conjunto Enamorados do Ritmo. Aos dezoito anos tornou-se crooner da Rádio Sociedade da Bahia, em Salvador, transferindo-se para o Rio de Janeiro em 1950, onde integrou o conjunto vocal Garotos da Lua, que atuava na Rádio Tupi, com quem gravou dois discos no ano seguinte. Iniciou depois carreira solo, gravando mais um disco e, logo após, integrou dois outros conjuntos, tendo também sua primeira composição gravada.
Retirou-se do Rio de Janeiro entre 1955 e 1957, quando se dedicou ao aprimoramento técnico e aperfeiçoou um novo estilo. De retorno à capital, lutou para apresentar a novidade, que, afinal, nasceu pronta, inteira, em um disco de 78 rpm gravado em julho de 1958, cujo impacto mudou o rumo da música brasileira. Em março de 1959 foi lançado seu primeiro álbum, Chega de saudade, seguido de mais dois nos anos subseqüentes; estava consolidada a nova linguagem musical.
A sonoridade criada por João Gilberto, acrescida de um ritmo original, popularizou desde cedo o samba moderno com o nome de bossa nova. Toda uma geração de jovens músicos foi influenciada pela nova estética, provocando uma onda comercial. Depois de revolucionar a música brasileira, o som de João Gilberto atingiu os músicos de jazz, que o identificaram como fenômeno. Seus discos começaram a ser levados do Brasil por músicos americanos em turnês, copiados, transmitidos em programas radiofônicos de grande audiência entre jazzistas e por fim, antes de se encerrar o ano de 1961, foi lançado nos Estados Unidos o álbum Brazil's Brilliant João Gilberto.
Durante o ano de 1962 a bossa nova ganhou popularidade internacional. O sucesso comercial de um álbum do violonista Charles Byrd com o saxofonista Stan Getz ocasionou a corrida dos jazzistas aos estúdios e a onda do "jazz samba", com dezenas de álbuns lançados naquele outono americano. Em novembro, João Gilberto apresentou-se no Carnegie Hall, em Nova York, fixando residência ali até 1979 (entre 1969 e 1971 morou na cidade do México). Seu primeiro álbum gravado nos Estados Unidos, Getz/Gilberto, permaneceu um ano no depósito da gravadora, por estar o mercado já saturado das imitações. Lançado em 1964, depois da onda comercial, foi aclamado como a bossa nova verdadeira, dividiu o topo das paradas de sucesso com The Beatles por 96 semanas, recebeu nove indicações e quatro prêmios Grammy, atingiu vasta audiência internacional, tornou-se best seller durante anos, lançou a canção Garota de Ipanema e a cantora Astrud Gilberto, então Sra. João Gilberto.
A porta estava definitivamente aberta para a música popular do Brasil no exterior, que, a partir daí, passou a exportar regularmente não só música, mas também músicos. O trabalho de difusão da moderna música brasileira manteve João Gilberto residindo no exterior por dezessete anos, tempo em que firmou a bossa nova como idioma musical brasileiro e conquistou prestígio pessoal definitivo. Por três vezes esteve concorrendo ao Grammy como melhor cantor de jazz: com Getz/Gilberto (1964); com Amoroso (1977); e com Live in Montreux (1988). Seu álbum, João Voz e Violão, levou a estatueta em 2001.
Considerado uma das personalidades artísticas mais originais e um dos músicos mais influentes do mundo contemporâneo, João Gilberto vive no Rio de Janeiro, de onde sai para disputadas apresentações em festivais e salas de concerto ao redor do mundo.

*Elaborada pelo Centro de Estudos João Gilberto, RJ

Testando


Testando: João Gilberto enfrenta dificuldades técnicas em show nos EUA
The New York Times
14:27 21/6/4
Ben Ratliff
NOVA YORKO estratagema principal de João Gilberto é agregar a platéia dentro de sua cabeça. Não há luz, cenário, agitação ou volume alto. É só Gilberto, seu violão, uma lista de músicas da velha bossa nova e de samba, algumas milhares de pessoas e o silêncio.



Enquanto domina sua arte completamente, ele não tem carisma; Gilberto não parece interessado em proteger uma platéia ou administrar suas reações. E o menor problema pode se tornar algo irritante, para o cantor e para a platéia. Lembre-se: você está dentro da cabeça dele.

No Carnegie Hall na sexta-feira, durante o JVC Jazz Festival, Gilberto foi primeiro enervado pela falta de um banquinho apropriado para os pés. (Ele toca sentado, com seu pé direito apoiado). Isso o incomodou logo na primeira música, “Acontece Que Eu Sou Baiano”, de Dorival Caymmi. Um adequado foi fornecido. Depois ele começou a ajustar os microfones – um para o vocal, outro para o violão – e ficou ainda mais nervoso.

Gilberto, 73, foi o primeiro inventor da bossa nova. As linhas gerais básicas de seu estilo mudaram pouco em cerca de 50 anos; suas alterações improvisadas tendem a ser em níveis rítmicos mínimos.

Mas o som permanece crucial. O melhor e único modo de ouvir suas músicas de três minutos é, pare ele, que elas estejam tão bem amplificadas que você possa ouvir suas inalações e seus lábios abrindo. O sistema respiratório é uma janela para sua alma. (Que explicaria por que os produtores de “Família Soprano” deixam que você ouça a respiração asmática quando Tony come sozinho). Houve um problema com o som no Carnegie, entretanto; estava muito silencioso no fundo do salão, e os monitores de palco à direita e esquerda de Gilberto não estavam altos o suficiente.

“Por favor, me ajudem”, disse ele em seu inglês com sotaque depois da segunda música, “Caminhos Cruzados”, de Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça. “Por favor, alguém me ajude”, repetia ele, depois da No. 3, “Isto Aqui o Que É”, de Ary Barroso. Uns poucos ajudantes de palco espiaram para fora das coxias, talvez incertos do que ele estava dizendo, ou pensando se suas súplicas eram só ruído. Os membros da platéia começaram a gritar. Um assistente apareceu. A ajuda foi assegurada.

“Promessas, promessas, promessas”, suspirou Gilberto. Ele continuou a começar outras músicas, e uma delas, “Foi a Noite”, de Jobim e Mendonça, que ele nunca gravou, mostrou um controle encantador.

Mais umas poucas músicas foram cantadas. Depois de “Corcovado”, de Jobim, Gilberto apontou para os monitores novamente. “Nenhum som”, disse ele. “Ninguém está fazendo nada. Só falar, falar, falar”. Ele cantou com irritação o refrão de “Samba de uma Nota Só”, de Jobim, e depois tocou a música, sobre pessoas que falam, falam e não dizem nada. Depois de um falso início de “Pra Que Discutir com Madame?”, dois membros da platéia pularam no palco para dizer a ele que ainda não conseguiam ouvi-lo.

“É como ser negro, sem a luz, não vendo nada”, reclamou Gilberto, apertando os olhos e balançando as mãos como se estivesse cego. Até lá já se havia passado 45 minutos de show. Isso foi um sonho? Nosso ou dele?

Ele fez uma pausa de oito minutos com as luzes da casa acesas. Os microfones foram considerados muito sensíveis e substituídos. Gilberto os havia fornecido, mas não os tinha testado na passagem de som, afirmou o produtor do concerto, George Wein. Mas isso não explica por que demorou tanto para que consertassem o problema.

Estranhamente, o resto do show – que ultrapassou as duas horas – foi incrivelmente bom, incluindo umas poucas outras músicas que Gilberto não gravou, e uma em inglês, espanhol e italiano. Sua voz era suave e precisa, mais ainda do que em “João Gilberto em Tóquio” (Verve), seu novo álbum ao vivo. Para alterar o timbre e a projeção, deixando você ciente da estratégia, ele enrugou o nariz para obter um som de trombone, recuou como Bogart para conseguir um som agudo da parte da frente de sua boca, fez um “O” bem apertado com seus lábios para trazer à tona tons mais profundos.

Dentro de parâmetros silenciosos, Gilberto tocou incessantemente com ritmo, acentuando partes estranhas de palavras ou emendando duas frases para embaralhar as letras sobre a música. Seu acompanhamento ao violão imprimia o balanço do samba de rua; em suas suaves notas baixas havia a batida do surdo.

Quase sussurrando, ele fechou com “A Felicidade” arredondada por uma série de desafinações. E a repetição, incluindo a obrigatória “Garota de Ipanema”, saiu da linda música italiana “Estate”, escrita por Bruno Martino; quando ele cantou a palavra profumo, você era capaz de ouvi-la como um fluxo de som, do nariz e boca, vibrando em seu cérebro quase como se você a estivesse cantando.

Todo bossa


João Gilberto sempre me intrigou. Lembro, ainda novinho, de ver uma notícia de que ele deixou de se aprenentar não sei onde porque o microfone não era de uma marca alemã. Em Chega de Saudade, do Ruy Castro, descubro que realmente ele surta quase desde criancinha. A família o mandou uma vez para tratamento psiquiátrico em Salvador. Voltou para Juazeiro, sua cidade natal, como foi. Até mesmo porque os médicos da capital não o consideraram louco. Ele é, sem dúvida, bastante excêntrico. Gostaria de ir a um show do João, mas ele anda meio de mal do Brasil. Quem sabe eu faça uma viagem internacional que coincida com a apresentação do marco da bossa nova.

Rio, você foi feito pra mim


Show celebra os 50 anos de bossa nova
Artistas que construíram a história do movimento musical mais famoso do Brasil reúnem-se com seus discípulos para relembrar canções e momentos da MPB


Danilo Casaletti


No sábado (1º), a praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, vai assistir a um encontro para celebrar os 50 anos de bossa nova, gênero criado pelo músico João Gilberto (fotografia) que revolucionou a música popular brasileira e a fez ficar famosa no mundo todo.
Os músicos que tomaram parte da história do movimento - João Donato, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Zimbo Trio, Oscar Casto Neves, Marcos Valle, Leny Andrade - recebem aqueles que foram diretamente influenciados pela bossa - Leila Pinheiro, Emílio Santiago, Joyce e Bossacucanova. No show, ainda há espaço para a nova geração, como é o caso de Fernanda Takai - que acaba de lançar um disco com regravações do repertório de Nara Leão, uma das musa do gênero - e Maria Rita, que vai relembrar o ambiente do Beco das Garrafas, uma famosa viela em Copacabana que abrigava as boates onde músicos como Tom Jobim, Johnny Alf e Dolores Duran tocavam.
Com apresentação de Miéle e Thalma de Freitas, o show, que começa às 19h, será divido em seis blocos temáticos: Orfeu da Conceição, Lançamento do LP 78 rotações de João Gilberto, Apartamento de Nara Leão, Beco das Garrafas, Carnegie Hall e E a Bossa Continua. No final, todos os artistas cantam Se todos fossem iguais a você, clássico de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.
Segundo a organizadora do Bossa Nova - 50 anos, Solange Kafuri, o grande objetivo do evento é relembrar os momentos importantes do movimento e mostrar ao público que a bossa continua atual, mesmo que remixada para as pistas de dança do mundo todo. “Há um público eterno e também um público novo para a bossa”, diz Solange.
A apresentação na praia de Ipanema será registrada para o lançamento de um DVD comemorativo.


Batida diferente que conquistou o mundo

Em 1958, a cantora Elizeth Cardoso decidiu lançar um LP com composições de uma nova dupla - Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Tom ficou responsável pelos arranjos do disco e convidou para tocar um violonista que estava começando sua carreira: João Gilberto.
A participação de João no disco Canção do Amor Demais é pequena. Ele aparece em apenas duas faixas: Outra vez, um samba-canção de já gravado anteriormente, e a inédita Chega de Saudade. Mas, o violão de João Gilberto não passou despercebido aos ouvidos dos músicos e críticos da época. A batida que ele dera ao violão era diferente. Surgia uma nova maneira de ritmar samba. Era a bossa nova.
Para o crítico e produtor musical Zuza Homem de Mello, somente a partir de seu primeiro disco solo, gravado meses depois de Canção do Amor Demais, João pôde, de fato, mostrar qual era a sua bossa. “Ele tentou, em vão, fazer com que Elizeth cantasse de uma maneira mais cool”, explica. Em seu próprio disco, João regravou Chega de Saudade à sua maneira: dividiu a melodia de seu modo, com uma emissão vocal mais contida e, por fim, mudou o modo como o baterista tocava o samba.
Para Zuza, a bossa nova encanta o mundo até hoje justamente por apresentar uma melodia genuinamente brasileira, um malemolência que não existe em qualquer outro gênero musical. “É só ouvir Diana Krall. Ela não canta como Tony Benett, por exemplo. O baterista dela toca bossa nova”, diz. “A bossa nova é leve, fresca. Será sempre atual”.
O crítico recomenda, para quem quiser conhecer o gênero em sua essência, ouvir os três primeiros discos de João Gilberto (Chega de Saudade (1959), O amor, o sorriso e a flor (1960) e João Gilberto (1951)). “Só quem não é sensível, diz que não gosta do João”, afirma. Sobre a reclusão do mestre João, Zuza acha uma justificativa na “mania” de perfeição do músico. “O João só se apresenta onde ele pode mostrar seu trabalho de uma maneira plena. E aqui no Brasil não existe esse lugar”.

Mundo real do jornalismo em Goiás


Hoje é o baile de formatura de pelo menos novos 30 jornalistas que se formam pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Há alguns dias, a Universidade Católica (UCG) formou a primeira turma da habilitação em jornalismo do curso de comunicação social. O grupo era composto por quase 30. A Alves Faria (AlFa) confere o título na próxima quinta-feira a uns 50. Quanto à Sul-Americana (Fasam), não tenho nem idéia. Mas, enfim, pelo menos cem novos jornalistas lançam-se ao mercado de trabalho neste início de ano. Novas turmas virão no segundo semestre. O Ministério da Educação (MEC) não concede mais, junto com a Caixa Econômica Federal (CEF), Financiamento Estudantil (Fies) para acadêmicos de jornalismo e ciências contábeis, por considerar a área saturada. Realmente em Goiás a coisa não está muito bonita não. 2007 foi um ano de recessão para o campo da comunicação. Este ano já foi registrado o fechamento de um jornal, O Sucesso. Nem todos os deputados goianos e vereadores goianienses têm assessor de imprensa, mas se cada um contratasse um, empregariam 75. Não há dúvida. O mercado na capital está saturado. Não há vagas. A alternativa, caros colegas recém-formados, é explorar o interior. Câmaras e prefeituras precisam de bons assessores, que alimentem seus sites, que produzam seus informativos. As rádios interioranas, bem como as de Goiânia, precisam se profissionalizar. Para quem entrou no jornalismo achando que o salário era hollywoodiano e que o status era global, bem-vindo ao mundo real.

Circuito goiano


O Popular contratou sete jornalistas para trabalharem no interior, nas cidades onde a Jaime Câmara tem tevê. Rio Verde, Jataí, Itumbiara, Porangatu, Anápolis. A princípio, muito bom. O interior goiano precisa mesmo de mais cobertura jornalística. O problema é que a empresa não dotou, ao menos ainda, estes profissionais de estrutura. O salário deles é o mesmo que se paga aqui, o piso, que, com descontos em carteira, não passa muito de mil reais. Eles terão despesas com aluguel e, pasmem, com locomoção para fazer as pautas. Para cobrir o valor com transporte do repórter em horário de trabalho, soube que eles receberão 300 reais a mais, o auxílio-gasolina, como se todos tivessem veículo.

De Itaberaí a Itapuranga, há asfalto no meio dos buracos


O Popular de hoje, 1º de março:


Trecho da GO-156, entre Itaberaí e Itapuranga, é um dos pontos críticos das rodovias estaduais: 62 quilômetros de buracos.


Diz a matéria de Vinícius Sassine (um dos melhores textos de Goiás):


A situação mais grave é nas rodovias administradas pelo governo estadual. Diversas obras de restauração e até mesmo tapa-buracos estão suspensas por causa das chuvas e do atraso de pagamento a empreiteiras. No início do mês, a Associação Goiana das Empresas de Engenharia (AGE) denunciou que a dívida chega a R$ 70 milhões e que a demora na recuperação de trechos esburacados pode fazer o custo do quilômetro subir de R$ 4 mil para R$ 200 mil. Segundo o presidente da AGE, Leonardo Carlos Prudente, nada mudou desde então. “O governo vai ter de gastar R$ 400 milhões para recuperar estradas onde não houve manutenção nos últimos dois anos.”
A Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) reconhece que serviços de manutenção das rodovias estão paralisados em razão da falta de recursos e das chuvas intensas. A GO-156, por exemplo, não é beneficiada nem pelo tapa-buracos. O trecho de 62 quilômetros entre Itaberaí e Itapuranga está tomado por buracos, o que impede a fluidez do tráfego de veículos. Para desviar das irregularidades na pista, o motorista avança pela contramão. É necessária mais de uma hora para percorrer os 62 quilômetros.

Chega de saudade


Para me matar de inveja, saudade e vontade, Alessandro, de novo no Rio de Janeiro, acaba de me contar que logo mais haverá show em Ipanema. Os 50 anos da bossa nova! Ai, meu Deus: meu estilo musicial preferido na minha praia predileta. Queria um teletransportador. Passei o último réveillon no Rio. Todo mundo deve fazer isso ao menos uma vez na vida. Sinceramente, Copacabana não me surpreendeu. De certa forma, até me desiludiu. Seco por bossa nova, tive de adentrar 2008 ouvindo o funk do DJ Marlboro. Enquanto isso, o prefeito Cesar Maia (DEM) estava na Bahia porque um anjo, em sonho, o aconselhou a não passar as próximas 10 viradas de ano na cidade que administra até o fim do ano.


Fica aqui artigo da Ruth Aquino, redatora-chefe de Época. Concordo em número, gênero musical e grau.



05/01/2008 - 12:02 Edição nº 503
O Réveillon do pancadão
O funk em Copacabana foi um desrespeito à população do Rio

Algo não bate bem na cabeça do prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia. Não tenho nada contra o DJ Marlboro nem contra os artistas das favelas, mas um show de hora e meia de funk é desrespeito a um dos réveillons mais charmosos do mundo, na praia de Copacabana. Não faz justiça à riqueza da música popular brasileira, num ano em que a bossa nova comemora seu cinqüentenário. O pancadão foi reproduzido de um palco na areia para 36 torres com 600 caixas de som e 150 amplificadores, espalhados pela praia. Funk ensurdecedor no bairro do Rio com o maior número de idosos? É, no mínimo, falta de tato. A imprensa festejou a "consagração definitiva do funk carioca" e "as coreografias sensuais das meninas em trenzinhos nas areias". O DJ Marlboro emocionou-se "depois de tantos anos de luta contra o preconceito". "Alguma banda já estreou para dois milhões de pessoas?", perguntou com orgulho. Ninguém perguntou aos milhões de pais, jovens, crianças, avós, turistas, e estrangeiros se o som do réveillon não deveria ser mais ecumênico. Samba, forró, axé, instrumental clássico, sertanejo, chorinho, bossa nova, rock, pop...e até funk por alguns minutos. Ou nada. Show nenhum. Respeito as bandas funk, mas abomino letras que jogam pesado no tripé sexo-drogas-armas. O DJ Marlboro também é contra "os funks proibidões", hinos que fazem apologia ao tráfico e deseducam a criançada. Inacreditável a altura do som do batidão. Eu estava em Copacabana na noite de 31, no apartamento de amigos, e fiquei chocada. Não se podia conversar depois de meia-noite sem gritar, aos berros. Só a leitura labial salvava. Pelo regulamento da prefeitura, essa poluição sonora não seria ilegal? O DJ Marlboro tinha um som com potência de 400 mil watts/rms. Isso equivale a quatro vezes o barulho de um jato militar, já considerado prejudicial à audição. Lembrei o tempo em que o réveillon do Rio não tinha show. Perto da meia-noite, a procissão de branco seguia para a praia de Copacabana pelas ruas transversais, corredores de vento com cheiro de maresia. Na areia, o som vinha dos cantos das baianas, os tambores do candomblé, as saudações dos espíritos, os brindes em família e entre amigos. Ou dos vendedores de milho, coco e flores murchas de última hora. Pasmem...Ouvíamos o barulho das ondas. Parece nostalgia, e é mesmo. Para que essa obsessão de música frenética sem parar? Uma hora e meia de funk na praia, diante de centenas de prédios residenciais com famílias, é uma imposição. Ou você gosta ou some. É a ditadura de um modismo, de uma minoria, estimulada pela demagogia de um prefeito que não sai do computador, e que deve escutar música erudita com fones. É o falso resgate da cultura dos guetos. Cesar Maia diz que não precisa ir às ruas para administrar a cidade. Em 2008, o carioca poderá enfim trocar o prefeito virtual por um prefeito real. Por e-mail, Cesar não conteve nem a favelização irresponsável nem a decadência do espaço público. No ano passado, em outubro, quando o Túnel Rebouças - na Zona Sul do Rio - foi bloqueado por um deslizamento de terra após temporal, provocando o caos na cidade, Cesar Maia se mandou para a Guatemala, como “estudioso”, para acompanhar o processo eleitoral guatemalteco. Um prefeito que, há muitos anos, se assumia ‘maluquinho’, pedia sorvete em açougue, vestia-se de gari e usava jaqueta em verão escaldante. Chegou a ser bom administrador. Hoje, pela falta de iniciativa e por declarações que irritam a população, é acusado de omisso e meio pancadão.

O cinema é maior


Será que só Marley e eu não gostamos do Rubens Ewald Filho? Gente, o cara é um porre. Tenho dificuldades para lidar com pessoas que acham que o mundo se resume nelas. Fiz oficina de crítica de cinema com ele. Foi difícil chegar até o fim. Não raro, leio por aí as reverências a ele. Se ele é referência em crítica de cinema, prefiro continuar apreciador de comédia romântica e inculto na área. Será que, após o curso, ele adicionou todo mundo no Orkut? Minha página me avisa que dia 7 é aniversário dele. Os simpatizantes que o presenteiem.

A problemática do momento


Ninguém fala mais da Paris Hilton. A bola da vez é Amy Winehouse.
Rehab (CD 1 de Back to Black) é trilha sonora para uma noite de flerte.

Assédio moral: chega de humilhação!


Me sinto o grande responsável por minha irmã não ter tido coragem de enfrentar a vida em Goiânia. O medo de trabalhar - não era preguiça, era insegurança mesmo - fez com que ela voltasse para Itapuranga depois de 15 dias morando comigo há uns três anos. Claro! Eu trabalhava numa livraria onde o gerente era muito carrasco e me perseguia. Como passava até 12 horas na empresa, chegava em casa e não tinha outro assunto. Só falava mal do trabalho e do comportamento cruel do dito cujo. Entre outras coisas, ele ouvia minhas ligações na extensão; se irritado, pegava o telefone e jogava no chão; brigava com funcionário na frente do cliente; brigava com o cliente na frente de funcionário; dava murro na parede, na mesa. E assim por diante. Não tenho dúvida que o fato de eu ter partilhado minha amargura nos três anos em que trabalhei lá causaram na minha irmã, já insegura, um medo quase insuperável de trabalhar fora. Eu devia ter processado ele. Até bem pouco tempo, ainda pensava nisso. Passou, porém um trauma muito grande ficou. Hoje não consigo trabalhar com gente estúpida e se alguém é grosso comigo já tenho vontade de chorar. Evito alguns trabalhos simplesmente porque suspeito que o superior pode ser ríspido. O ambiente de trabalho tem de ser harmônico. É nele que passamos boa parte das nossas vidas.


Abaixo, matéria publicada no Portal Imprensa.


O terror trabalha ao lado
Por Angélica Pinheiro


"Paguei todos os meus pecados. Dia após dia, ouvia que era burra, incompetente, que as minhas matérias eram um lixo. Tudo em voz alta, para a redação inteira ouvir. Fui parar no hospital. Crise aguda de gastrite. Fora a enxaqueca permanente". O depoimento é de Paula*, hoje assessora de imprensa, que durante dois anos se submeteu a humilhações diárias capitaneadas por um editor de um jornal de grande circulação de São Paulo. Um exemplo, dentre muitos, de um tipo de violência comum nas redações: o assédio moral.
Reféns da vergonha, do medo de perder o emprego e de serem taxados como encrenqueiros, a maioria não denuncia os superiores. Paula, por exemplo, optou pela saída mais corriqueira, pediu demissão. "Concluí que não valia a pena denunciar. Ainda tenho muita carreira pela frente", justifica.
O receio pode ter razões práticas. Mas contribui para velar uma agressão que é tão antiga quanto uma Olivetti Lettera, marcada por uma conduta abusiva do superior que, repetidamente, usa gestos, palavras e atitudes para humilhar um funcionário ou muitos deles. Ou seja, não trata-se apenas de uma mera implicância de chefe com subordinado.
A área de comunicação é terreno fértil para o assédio. Só perde para saúde e educação. Não é difícil saber o porquê quando se conhece a rotina de um jornalista. Doutor em comunicação, o psicólogo José Roberto Heloani mergulhou nas histórias desses profissionais, para o trabalho "Mudanças no mundo do trabalho e impactos na qualidade de vida do jornalista", e descobriu situações semelhantes em diversas redações.

Tipos de chefe
As desavenças no jornalismo são produto de uma lógica competitiva, motivada, muitas vezes, por um conflito de gerações. Ou seja, o mais jovem desqualifica o trabalho do mais velho, que não possui tanto domínio da tecnologia quanto ele. E quem tem mais idade, por sua vez, costuma classificar os chamados focas como irresponsáveis e ignorantes. "O isolamento é a mais comum das humilhações. Um elogio sutil, acompanhado de uma desqualificação profissional, também é uma atitude corriqueira. Cria-se um clima de desconfiança até que os próprios colegas começam a questionar o trabalho dessa vítima, isolando-a", explica o psicólogo.
Não há, por enquanto, uma avaliação empírica sobre quantos jornalistas sofrem assédio no Brasil. Mas no universo pesquisado por Heloani, 44 pessoas, 19% era alvo de agressões. As conseqüências são graves. Os homens costumam ter problemas cardíacos, gastrintestinais e de disfunção erétil. Já as mulheres sofrem com doenças hormonais, enxaquecas e queda de cabelo. Alcoolismo, uso de drogas e até tentativas de suicídio também ocorrem.

Olheiro


A goianiense Cyntia de Oliveira Cordeiro Souza (sétima da esquerda para a direita) foi escolhida ontem Miss Goiás. Aos 24 anos e do alto de 1,80 m (a minha altura!) seu projeto é tornar sua escola de educação infantil conhecida.
Já posso me tornar jurado do concurso.
Tópico do meio da semana:


Hoje acompanhei a apresentação das 16 candidatas ao Miss Goiás. A garota de Goiânia tem até o espírito de miss...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Endereço do Seu Lalá


Alguém, no anonimato, perguntou no tópico Seu Lalá o endereço do bar em homenagem ao grande compositor Lamartine Babo (1904-1963). A casa, no estilo carioca, fica na Rua 35 com a 13, no Setor Marista, bem pertinho do Bougainville.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Entre tapas e beijos


Logo, logo, os senadores Lúcia Vânia (PSDB) e Marconi Perillo (PSDB) desfilarão de bons amigos. Demóstenes Torres (DEM) teve muito mais motivos para não querer ver o colega nem pintado de diamante e hoje tem relação harmoniosa com o tucano-mor de Goiás.

Percentual desigual


O salário mínimo vai subir 8,5% e passar a valer R$ 412. O valor da passagem em Goiânia aumentará mais de 10%. De R$ 1,80, deve pular para R$ 2 ou R$ 2,2.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Às mulheres


Você, mulher, que música gostaria de ouvir no Dia da Mulher?
Você, homem, que música ofereceria a uma mulher no dia 8?
P. S.: Sua resposta vai me ajudar a produzir o Programa Legal - edição especial Mulher, a ser veiculado no dia 8 de março, na Rádio Alternativa. A emissora é comunitária e é transmitido em Itapuranga.

Copyleft


Morro de medo de essas imagens que ilustram meu blog sem autorização ainda me trazerem problemas. Mas como quase ninguém o acessa mesmo, vou cultuando o copyleft... E viva o Google!

Miss Roupa de Feira


Hoje acompanhei a apresentação das 16 candidatas ao Miss Goiás. A garota de Goiânia tem até o espírito de miss, apesar de não ter conversado com nenhuma delas. Não sou especialista no assunto, mas percebo que roupa, infelizmente, faz uma diferença enorme. Assim, a menos que sejam perfeitas, as interioranas ou de classes inferiores largam para trás.


Miss Goiás 2008
Nos dias 28 e 29 de fevereiro, será realizado o CONCURSO MISS GOIÁS 2008, em Goiânia, na casa de show Atlanta Music Hall, às 21 h, com a presença de Natália Guimarães, atual Miss Brasil e eleita, também, vice Miss Universo.
O Concurso Oficial Miss Goiás, sob a coordenação profissional de Fátima Abranches vem, nos últimos anos, se firmando cada vez mais no cenário regional como um evento de grande estilo. Ele atrai grande público, tem cobertura da mídia e recebe o apoio do governo do estado.
O objetivo do Concurso é eleger a melhor candidata ao título de Miss Goiás para representar o estado no Concurso Miss Brasil.
Como profissional designada pela empresa Gaeta Promoções e Eventos, empresa responsável e dona oficial da Marca Miss Brasil, Fátima Abranches envia a candidata vencedora no estado ao Concurso Miss Brasil, transmitido ao vivo pela Rede Bandeirantes de Televisão. O evento tem revista própria, de circulação nacional, para divulgar a repercussão do concurso. Nela, as candidatas são entrevistadas e falam dos seus estados.
A versão 2007 do Concurso aconteceu no dia 13 de Setembro de 2006, na Casa de Eventos Master Hall em Goiânia, com a presença de 400 convidados, entre eles a Miss Brasil 2006, Rafaela Zanella, o Diretor Executivo do Miss Brasil e sua Diretora Administrativa, Nayla Micherif, também Miss Brasil eleita em 1997. Entre 15 candidatas ao título a representante da cidade de Goiânia, Liandra Schmidt, foi eleita através de um seleto corpo de jurados.
Este ano, comemorando cinco anos à frente da organização do evento, Fátima Abranches traz o Concurso Miss Goiás, versão 2008, para a casa de eventos Atlanta Music Hall em Goiânia e promete encantar a todos com um evento cheio de glamour e charme. Além da presença das mais belas goianas na passarela, o evento terá como atração a presença da atual Miss Brasil, Natália Guimarães, um desfile da grife Vide Bula, o cantor goiano Fernando Perillo e após o evento o show da dupla sertaneja goiana Elvis e Ricardo.
Serviço
Dia do Evento: 29 de fevereiro
Horário: 21:00 H
Informações: Tel. 8115 5688, 3541 5025.
Ingressos à venda através do número 8464 0425, 9265 7801, e do Atlanta: 3257 7000
Mesa: 200,00
Camarote: 80,00
Pista: 20,00 mulher e 30,00 homem
Assessoria de imprensa:
PALAVRA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

Sentido contrário


Quando criei o blog, pensei que ia escrever somente - ou basicamente - ficção. Engano! Porcas 'análises da notícia' gastam menos tempo. Não é preguiça. É falta dele mesmo.

Vitória


Câmara dos Deputados decide que sede da TV Pública será em Brasília
Por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA

Uma votação simbólica no plenário da Câmara dos Deputados decidiu nesta terça-feira, 26, que a sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) será em Brasília.
Os deputados chegaram a um acordo na votação referente ao destaque apresentado à Medida Provisória 398/07, que cria a chamada TV Pública. Foi aprovado que a EBC terá sede e foro em Brasília, embora o Rio de Janeiro continue sendo o principal centro de produção da nova empresa. Pelo texto original da medida provisória, a EBC teria sede no Rio e escritório central em Brasília.
Tereza Cruvinel, presidente da TV Brasil, afirmou que "o importante foi tomar uma decisão em consenso. Eu tentei mostrar às bancadas que o local da sede não faria diferença. Não seria razoável transferir a TVE para Brasília, pois há toda uma estrutura no Rio de Janeiro. Da mesma forma, não faz sentido transferir a Radiobrás, com todos os equipamentos, de Brasília para o Rio de Janeiro".
De acordo com a Agência Brasil, a expectativa é que todos os destaques da medida provisório sejam votados ainda nesta terça.

Sinceramente? Retrocesso!


João Campos é o presidente da Frente Evangélica
Diógenes Santos

O deputado João Campos (PSDB-GO) foi eleito há pouco presidente da Frente Parlamentar Evangélica. O grupo é composto por 42 deputado e dois senadores.

Programação da Rádio É


08:00 às 12:00 - MPB


12:00 às 14:00 - MPB E JAZZ


14:00 às 18:00 - MÚSICA INTERNACIONAL (ROCK, BLUES, BALADAS, ETC...)


18:00 Às 20:00 - MPB E JAZZ


20:00 à 00:00 - SENTIMENTOS E CANÇÕES (BLUES, JAZZ, BALADAS E POESIA)


00:00 às 08:00 - MÚSICA INTERNACIONAL

Música, música, música


Feliz por saber que o primeiro show do Flamboyant in Concert este ano será com MPB4. Uau! Uau! Uau!

Políticas Públicas de Cultura



Produtores culturais se reúnem para o Fórum de Produção Cultural, em Goiânia


Entre os dias 28 de fevereiro e 02 de março, o Palácio da Indústria, no centro de Goiânia, sediará um evento inédito em nossa capital: o Fórum de Produção Cultural.

Trata-se de um privilegiado encontro em nossa região, tanto por ser organizado por artistas e produtores que trabalham profissionalmente em nossa capital, quanto por destacar governantes e personalidades de instituições e empresas como SEBRAE, SESC nacional e regional, FECOMERCIO, Grupo Kavantan & Associados (SP), CAIXA (DF), Brasil Telecom (DF), Belcar Caminhões (GO).

O Fórum se realiza sob a organização da Arte Brasil Projetos Sócio-Culturais, e tem como principal meta fornecer suporte e conteúdo de qualidade para o trabalho de produtores culturais de Goiânia. O evento é mais um projeto incentivado pela Lei Municipal de Cultura, com o patrocínio da Brasil Telecom. O Fórum conta também com o apoio cultural do SEBRAE GO, e o apoio da CAIXA, FIEG, Belcar Caminhões e Uni-Anhanguera.

Durante quatro dias de encontros, plenárias, palestras, cursos e painéis, os participantes terão a oportunidade de conversar e debater sobre a realidade da produção cultural em nosso país, estabelecendo parâmetros de atuação que garantam o profissionalismo neste mercado, e, principalmente, melhores condições de trabalho para aqueles que atuam nessa área, pesquisando melhores caminhos para a criação e realização de projetos, via leis de incentivo ou não.

Para tanto os espectadores contarão, na Abertura, com importantes líderes empresariais, tais como, José Evaristo dos Santos, presidente do FECOMERCIO (SESC/GO e SENAC/GO), Paulo Afonso Ferreira, presidente da FIEG, João Bosco Umbelino, Superintendente do SEBRAE, Pedro Daniel Bittar, Presidente da ACIEG, que em conjunto com os representantes culturais, Secretário Municipal de Cultura, Presidenta da AGEPEL e Representantes do Minc e Funarte pronunciarão sobres políticas de cultura.

Em outro momento estarão em foco representantes dos governos municipal e estadual, para a discussão sobre o papel do Estado no incentivo à produção cultural no Brasil, e, voltando o olhar para a iniciativa privada, o público poderá conversar com representantes de empresas conhecidas por serem importantes patrocinadoras de eventos culturais em nosso país, falando sobre o perfil de investimento de cada uma delas. Estarão no Fórum de Produção Cultural a gerente de patrocínio da Brasil Telecom, Natalice Mundim, e Maristela Azevedo Mello, Especialista da Gerência de Promoção, Cultura e Esporte da CAIXA, com sede em Brasília. Da nossa cidade a diretora da Belcar Caminhões, Rosana Gedda, uma das empresas mais premiadas em responsabilidade social do Estado.

Sidnei Cruz, criador e coordenador do Projeto Palco Giratório, um dos melhores projetos culturais de circulação de espetáculos no Brasil, realizado pelo SESC nacional em conjunto com os SESC’s Regionais, vem falar da experiência e sucesso do projeto desde a sua implementação.



Os cursos de elaboração e administração financeira de projetos culturais, e de estratégias para captação de recursos, serão ministrados pela gabaritada Sônia Kavantan, produtora cultural e socióloga, com mais de 21 anos de experiência nas áreas educacional e cultural. Proprietária da produtora Kavantan & Associados – Projetos e Eventos Culturais Ltda., que atua no mercado desde 1987, na elaboração de projetos que atendam às necessidades de comunicação empresarial, e as demandas de artistas e criadores brasileiros.

Segundo Marcelo Carneiro, da Arte Brasil Projetos Sócio-culturais: “o produtor cultural de Goiás ainda sofre muito com a falta de informação e de aprimoramento para captação de recursos. O que cria uma situação em que faz parecer que nossa região não apresenta demanda, já que, nos editais de grandes empresas, são poucos os projetos apresentados por profissionais de Goiás”. Marcelo, que também é produtor, ainda diz: “um dos intuitos deste Fórum é incluir novos artistas e produtores no processo de democratização da verba pública, principalmente, das leis e editais de incentivo à cultura.” E complementa: “No setor específico dos agentes, produtores e gestores culturais, a formação autodidata sempre predominou, e, na maioria das vezes, a elaboração de um projeto, uma proposta, ocorre sem sistematização e sem metodologia.”.

Ao final do Fórum de Produção Cultural, mas ainda dentro do evento, os produtores e artistas de Goiânia poderão participar também do Encontro Goiano de Produtores Culturais, que acontecerá no Teatro do Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro.

Marcelo Carneiro finaliza, com grande expectativa: “Ao que tudo indica, este será um importante momento para os artistas, profissionais da produção cultural e para os profissionais de marketing e comunicação das empresas e demais interessados. Um fôlego para mergulharmos fundo em nosso trabalho a partir de 2008.”.


Serviço:
Evento: Fórum de Produção Cultural
Data: de 28 de fevereiro a 02 de março – de quinta à domingo
Local: Auditório Gilson Alves (Palácio da Indústria)
End.: Av. Anhanguera, nº 5440 – Centro – Goiânia/GO

Inscrições:
pelo site:
www.artebrasileventos.com.br
Arte Brasil Projetos Sócio-culturais
Fone: (62) 3215 - 2392


Valores:
Passaporte para acesso às palestras, debates e painéis:
- taxa de inscrição (única): R$ 20,00 (Vinte Reais)
Cursos com Sônia Kavantan:
- R$ 60,00 (Sessenta Reais) para os três temas.

Assessoria de imprensa:
Ana Paula Mota
(62) 8168 – 7660
anapaulamota@gmail.com

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Casa entre vértebras


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Cuidado com os Andes


Acontece no próximo dia 1° de março (sábado) a 13ª Covendas. O evento destaca-se no meio empresarial por motivar e treinar vendedores das mais diversas áreas e segmentos da sociedade. Este ano serão quatro apresentações, dentre os palestrantes estão os uruguaios que sobreviveram à queda do avião na Cordilheira dos Andes, Álvaro Mangino e José Inciarte.


Acabo de ler - isso mesmo: ler! - na CBN (no site, claro):



Encontrado avião que estava desaparecido nos Andes. Não há sobreviventes


Grupos de resgate encontraram os destroços do avião que havia desaparecido nos Andes venezuelanos com 46 pessoas a bordo. A aeronave, da companhia Bárbara Airlines, bateu em uma montanha a 5 mil metros de altura. O avião decolou na quinta-feira do aeroporto da cidade de Mérida com destino a Caracas. Não há sobreviventes.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Desisto


Confesso que não sei mais o que fazer para manter amizades. A princípio, arriscaria dizer que amizade verdadeira não precisa de esforço para durar. Mas que eu sinto falta de algumas pessoas fundamentais (referência principalmente à Forte Ka. e à Paulinha) que se distanciaram sem justifiticativa, sinto.
Aviso aos amigos que pretendem se afastar de mim: não quero impedí-los de fazê-lo, no entanto, façam-no de forma programada; me avisem com antecedência razoável e me encham de motivos. Grato.
...
Segue o Seco
Composição: Carlinhos Brown / Marisa Monte
A boiada seca
Na enxurrada seca
A trovoada seca
Na enxada seca
Segue o seco sem sacar que o caminho é seco
Sem sacar que o espinho é seco
Sem sacar que seco é o Ser Sol
Sem sacar que algum espinho seco secará
E a água que sacar será um tiro seco
E secará o seu destino secará
Ô chuva, vem me dizer
Se posso ir lá em cima pra derramar você
Ô chuva, preste atenção
Se o povo lá de cima vive na solidão
Se acabar não acostumando
Se acabar parado calado
Se acabar baixinho chorando
Se acabar meio abandonado
Pode ser lágrimas de São Pedro
Ou talvez um grande amor chorando
Pode ser o desabotoado céu
Pode ser coco derramando

É cada coisa


Patrimônio cultural - Projeto de lei do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP) propõe que a caveira, símbolo do Bope, e o uniforme do batalhão se tornem patrimônios culturais do Rio. Segundo a Folha de S. Paulo, o cineasta José Padilha, diretor de Tropa de Elite, recebeu com risos a notícia e repudia o projeto.

Uma família de políticos - No site de Flávio, você encontra links para as páginas na internet do vereador Carlos Bolsonaro e do deputado federal Jair Bolsonaro. Carlos, diz seu site, foi o vereador mais novo do Brasil. Eleito aos 17 anos, agora, aos 24, está no segundo mandato na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Flávio e Carlos são filhos de Jair. Carreiristas.

Sindicalismo


E por falar em sindicato... Que vergonha! Os jornalistas de Goiânia, classe mais desunida, têm escritório ordinário, que nem sei se é próprio. Todo segmentozinho tem sede campestre, clube, convênios, e por aí vai.

Grata notícia


Encontro Malu Longo (a quem sempre gosto de encontrar) casualmente no Mercado Popular da Rua 74 durante a apresentação do Fausto Noleto (ele encerrou o show com Wave; bravo!). Que felicidade! Ela me conta que a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Goiás, da qual faz parte, decidiu fazer ali, no Mercado Popular, a comemoração do dia do jornalista, no início de abril. Ueba!

Letras de músicas mais buscadas no terra.com.br


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Jornalistas repudiam intimidação da Universal


A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos do país filiados à FENAJ repudiam, com veemência, a atitude da direção da Igreja Universal do Reino de Deus, que desencadeia campanha de intimidação contra jornalistas no exercício da profissão.Também apelam aos Tribunais e ao Superior Tribunal de Justiça no sentido de alertá-los para ações que se multiplicam a fim de inibir o trabalho de jornalistas em todo o país. O acesso e a divulgação da informação garantem o sistema democrático, são direitos do cidadão, e o cerceamento de ambos constitui violação dos direitos humanos. A TV Record, controlada pela Universal, chegou ao extremo, inadmissível, de estampar no domingo, em cadeia nacional, a foto da jornalista Elvira Lobato, autora de uma matéria sobre a evolução patrimonial da Igreja, publicada na Folha de S.Paulo. Por esse motivo, Elvira responde a dezenas de ações propostas por fiéis e bispos em vários estados brasileiros.Trata-se de uma clara incitação à intolerância e do uso de um meio de comunicação social de modo frontalmente contrário aos princípios democráticos, ao debate civilizado e construtivo entre posições divergentes.O fato de expor a imagem da profissional em rede nacional de televisão, apontando-a como vilã no relacionamento com os fiéis, transfere para a Igreja a responsabilidade pela garantia da integridade moral e física da jornalista.A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos exigem que os responsáveis pela Igreja Universal intervenham para impedir qualquer tipo de manifestação de intolerância contra a jornalista.O episódio nos remete à perseguição religiosa, absurda e violenta, praticada por extremistas contra o escritor Salman Rushdie, autor de Versos Satânicos, e as charges de Maomé publicadas no jornal dinamarquês Jyllands-Posten.O jornalista Bruno Thys do jornal carioca Extra também é processado pela Universal em cinco cidades do Estado do Rio de Janeiro. O repórter Valmar Hupsel Filho, na capital baiana, já responde a pelo menos 36 ações ajuizadas em vários estados do Brasil, nenhuma delas em Salvador, sede do jornal A Tarde, onde trabalha.Há evidência de que essas ações, com termos idênticos, estão sendo elaboradas de forma centralizada, distribuídas e depois impetradas em locais distantes, para dificultar e prejudicar a defesa, além de aumentar o custo com as viagens dos jornalistas ou seus representantes.Encaminhados à Justiça com o nítido objetivo de intimidar jornalistas, em particular, e a imprensa, em geral, esses processos intranqüilizam e desestabilizam emocionalmente a vida dos profissionais e de seus familiares. Ao mesmo tempo, atentam claramente contra os princípios básicos da liberdade de expressão e manifestação do pensamento.Em um ambiente democrático e laico, é preciso compreender e aceitar posições antagônicas e, mais ainda, absorver as críticas contundentes, sem estimular reações de revanche ou mesmo de pura perseguição.Este episódio repete, com suas consideráveis diferenças, outras situações em que os meios de comunicação exorbitaram os fins para os quais foram criados. A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos sustentam que a imprensa não pode se confundir com partidos políticos, crenças religiosas ou visões particulares de mundo.


Brasília, 20 de fevereiro de 2008.

Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas

Diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro

Diretoria do Sindicato dos Jornalistas da Bahia

As boas desta noite



Jazz - Fausto Noleto e o seu quarteto se apresentam toda quarta-feira no Mercado Popular da Rua 74. A partir das 20 horas. O apoio é do Bar do Elpídio.


Samba - Cartola, Noel Rosa, Geraldo Pereira, Assis Valente, Paulinho da Viola, Chico Buarque e João Bosco ganham homenagem hoje no Bolshoi Pub. Estamos falando do grupo De Volta ao Samba. A partir das 21 horas. Maravilhoso!


Padres brasileiros pedirão ao Vaticano o fim do celibato


O documento final do 12º Encontro Nacional de Presbíteros, encerrado nessa terça-feira (19) no Mosteiro de Itaici, município de Indaiatuba (SP), propõe ao Vaticano a busca de alternativas para o celibato sacerdotal - o que significaria a ordenação de homens casados e a readmissão de padres que deixaram suas funções para se casar. Aprovado por 430 delegados que representavam os 18.685 padres das 269 dioceses brasileiras, onde trabalham em 9.222 paróquias, o pedido será enviado à Sagrada Congregação para o Clero, em Roma, atualmente presidida pelo cardeal dom Cláudio Hummes, ex-arcebispo de São Paulo.
Os padres pedirão também à Santa Sé “orientações mais seguras e definidas sobre o acompanhamento pastoral de casais de segunda união”, os católicos que se divorciaram e tornaram a se casar. Unidos pelo casamento civil, esses fiéis podem participar da vida da Igreja, mas não podem se confessar nem comungar.
As duas reivindicações contrariam normas em vigor na Igreja que, conforme dom Cláudio afirmou no plenário do Encontro de Itaici, a Igreja não tem a intenção de alterar. Os padres não sugerem a abolição total do celibato, que continuaria sendo uma opção, por exemplo, nas ordens e congregações religiosas, mas que haja outras “formas de ministério ordenado”.
Outra reivindicação ousada do documento aprovado pelo Encontro de Presbíteros refere-se à nomeação de bispos. Proposta a ser encaminhada à Congregação para os Bispos pedirá uma revisão das nomeações “dentro de um espírito mais transparente, democrático e participativo junto dos presbitérios, dioceses e regionais da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)".


Fonte: Agência Estado

Câmara aprova medida provisória que cria a TV Pública


Não me agrada a idéia de a sede da TV Brasil ser no Rio de Janeiro. Por mais que eu ame a Cidade Maravilhosa, passa da hora de mostrar ao país que é possível fazer televisão de qualidade fora do eixo. Para mim, Brasília é a melhor cidade para sediar o novo veículo de comunicação.


A Câmara aprovou nesta terça-feira, por 336 votos favoráveis, 103 contrários e três abstenções, a medida provisória que cria a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), gestora da TV pública - nova emissora criada pelo governo federal que será chamada de TV Brasil.

A que ponto chegamos




Moradores de Aparecida usam pinguela improvisada na Rua P, que dá acesso ao Córrego Santo Antônio, onde três irmãos morreram em aterro que caiu. Quatro pessoas foram presas por cobrar pela travessia. (O Popular, 20/2/8)

Goiânia fica fora da nova turnê de Ney Matogrosso


Aos fãs goianos, resta Brasília, no dia 26 de abril, como consolo.


15 de março - Rio Claro - SP

28, 29 e 30 de março; 3, 4 e 5 de abril - Citibank Hall em São Paulo - SP

7 e 8 de abril - Teatro CiC em Florianópolis - SC

10, 11 e 12 de abril - Teatro Bourbon Country em Porto Alegre - RS

15 de abril - Teatro Guarany em Pelotas - RS

17 e 18 de abril - Teatro Guaira em Curitiba - PR

26 de abril - Brasilia - DF

9 e 10 de maio - Teatro Castro Alves em Salvador - BA

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Mais PT esclarece posição



Prezados senhores/as,

Venho através deste esclarecer a posição do MAIS, Movimento de Ação e Identidade Socialista, no debate interno do Partido dos Trabalhadores de Goiânia. Durante o PED, processo de eleições diretas do PT, o nosso movimento lançou a chapa Continuo a OPtar, chapa esta que defendeu em toda sua campanha que o PT em Goiania deveria lançar candidatura própria nas eleições de 2008.Convencidos de que esta é a melhor alternativa do partido para tatica eleitoral deste ano, é que participamos do ato em defesa da candidatura própria no dia 14 de fevereiro.Independente desta opinião o nosso movimento surgiu baseado nos principios democraticos de resgatar os fóruns de debates internos do PT. Fóruns que foram esvaziados pela truculencia de mandatos e de tendencias que sempre se acharam donas do partido.Sendo assim, defendemos que a decisão da tatica eleitoral do PT para as eleições de 2008 deveria ser levada para a base do partido, para que a decisão não fosse tomada de forma autoritaria sem consultar os militantes e filiados. Inclusive para que a decisão a ser tomada sobre candidatura própria e quem será este candidato seja capilarizada por um profundo debate interno, para que todos e todas tenham o conhecimento e o convencimento desta definição.Dessa forma, ja no ato em defesa da candidatura própria, o MAIS lançou um documento defendendo o encontro municipal como o fórum mais acertado para definir a tatica eleitoral do PT, independente de quem defendia o encontro para se posicionar a outra composição que não seja o PT como cabeça de chapa na eleição majoritaria.Durante a reunião do diretorio metropolitano do PT, conversamos com todas as correntes propondo que o diretorio chamasse o encontro municipal de forma consensual, para que o partido saisse unificado e fortalecido desta reunião.Infelizmente não fomos compreendidos, e mais do que isso fomos pressionados a defender que a decisão fosse tomada ali.Seguindo os nossos principios e defesas assinamos o requerimento, sendo a unica forma de chamar o encontro municipal, por acreditar que este deveria ser o fórum de decisão, não para defender sair à vice de outro partido, mas para reafirmar a candidatura própria como alternativa escolhida por todo o partido, não só pela direção.Reafirmamos que defendemos a candidatura própria do PT, e mais do que isso achamos fundamental que este debate passe pelo maximo de filiados e filiadas de nosso partido, para que possamos convencer a todos e todas que esta é a tatica eleitoral acertada, e fundamentalmente, para que o Partido dos Trabalhadores vá para as ruas de forma unificada para disputar a hegemonia da sociedade goianiense em torno de um projeto democratico que só o PT sabe governar.Sendo assim não me sinto atingido pelos ataques mentirosos que estão sendo colocados em relação à minha pessoa e à UNE. Mesmo porque a minha defesa no diretorio metropolitano foi uma defesa de corrente interna do PT e não uma defesa da UNE, entidade que em nenhum momento debateu ou definiu posição em relação às eleições de Goiania.Estou com a consciencia limpa e tranquila de que a nossa posição foi acertada, e mais do que isso, nos sentimos comtemplados pelo chamamento do encontro na data que ja tinhamos proposto a todo o conjunto do Partido dos Trabalhadores de Goiania durante a reunião do diretorio, que é 9 de março .Viva as instancias democraticas do PT!!!Pela candidatura própria do Partido dos Trabalhadores!!!


Tales de Castro Cassiano


Vice-Presidente da UNE


Movimento Mudança


MAIS-PT




(011)94695390


(062)84622127

Roda entrevista Ernesto Roller


Logo mais, às 21 horas, o secretário de Segurança Pública, Ernesto Roller (PP), esclarece sobre as mudanças na Rotam, que passa a circular somente até às 19 horas, e outras ações da pasta no programa Roda de Entrevista, do canal 13 (TBC/Cultura). O índice de homocídios em Goiás é cada vez mais alarmante. Para Ernesto, não há um pacote de medidas pontuais que pode ser aplicado para tentar evitar as mortes que, neste início de ano, já bateram recordes. O programa foi gravado à tarde porque, no mesmo horário, o secretário participa da colação de grau da primeira turma de jornalismo da Universidade Católica de Goiás (UCG).

Troféu Mulher Imprensa




Há muitos jornalistas bons em Goiás. Mas muitos mesmo. Aqui, raramente são reconhecidos e remunerados como deveriam ser. E há muitos jornalistas bons que são goianos e tiveram oportunidades fora. Estes, certamente, estão ainda melhores.



Ainda no estado, na tevê, a minha repórter preferida é a Mônica Novaes, da Record. Considero-a a melhor no telejornalismo goiano. No impresso, eu gosto muito da Lucimeire Santos, ex-Tribuna do Planalto, que agora está fazendo comunicação comunitária no interior de Minas Gerais. Por não ter um portátil, acompanho pouco o radiojornalismo local. Não me sinto à vontade para opinar. Não temos ainda tradição em site. O Goiasnet e o Notícias de Goiás não servem de referência. Nas assessorias, não conseguiria apontar também o mais competente, porém, para a mesma quantidade de assessor bom, há assessor ruim. Infelizmente, muito assessor de imprensa trabalha em órgão público porque foi indicado por político. Em alguns casos, compromete o trabalho.



Bom, o texto não era para falar disso. E sim para divulgar que Cleisla Garcia, atualmente na Record de São Paulo, foi eleita em pesquisa da revista Imprensa como a melhor repórter da tevê brasileira. Bateu nomes como as globais Zileide Silva, Delis Ortiz, Monalisa Perrone e Neide Duarte (segundo, terceiro, quarto e quinto lugares) e Eleonora Paschoal, da Band.



Nas outras categorias, das que lembro,



votei na Sandra Annenberg como melhor âncora. Ela ganhou em primeiro lugar.



Votei na Roxane Ré, da CBN. Ganhou.



Votei na Lúcia Hippolito. Ganhou.



Votei na Mariza Tavares, também da CBN. Ganhou.



Você pode conferir a lista completa no Portal Imprensa.

Homenagem à Comissão de Formatura


Lilian: Boa noite.

Neto: Agora vamos discutir a relação.

Lilian: Aparar arestas.

Neto: Se bem que isso já ocorreu na aula da saudade, não?

Lilian: Temos de reconhecer que um trio tornou possível a concretização de um sonho. Foi pelo nosso esforço que chegamos até aqui...

Neto:...Mas foi pelo empenho da Lorrane, da Thaís e da Tetê que pudemos festejar este sonho, agora mais real do que nunca, com tanta pompa e merecimento.

Lilian: Já deve estar todo mundo cansado de ouvir estes discursos ora demorados, ora engraçados, ora enfadonhos...

Neto: A gente garante que não vai demorar. Afinal, nós também estamos loucos pra cairmos na pista de dança.

Lilian:
Lorranne, Thais, Ana Tereza...

Neto: Ou, como preferem, Pequena, Masi Thá e Tetê...

Lilian: Só uma palavra nos resta.

Neto: Obrigado.

Lilian: Não vamos pedir desculpas pelas vezes que desnecessariamente levantamos o tom da voz, tornando-nos assim, colegas desagradáveis e, em conseqüência, indesejáveis.

Neto: Comissão de Formatura, receba o nosso especial agradecimento pelo seu incansável e prestimoso trabalho.

Lilian: Seguramente, todos nós nos orgulhamos de ter este trio de superpoderosas conduzindo as negociações pra que tudo desse certo. E da melhor forma.

Neto: Sabemos que assumir o sonho de uma turma não é tarefa fácil.

Lilian: Idealizar e concretizar o que representa um grande marco em nossas vidas exige coragem, determinação, paciência e tempo.

Neto: Enfrentar diversidades, superar desentendimentos e, mesmo assim, chegar ao fim, olhar pra trás e perceber que tudo valeu a pena.

Lilian: A vocês somos gratos por se dedicarem à organização de um evento tão importante pra todos nós, o nosso casamento.

Neto: Querem ver como estas menininhas se descrevem?

Lilian: Buscamos no Orkut uma breve descrição das superpoderosas. Vejam como elas se dizem. No caso da Thais, copiamos um depoimento da
Cynthia, a nossa Miss Interior, já que, no perfil, ela só faz o chamamento à torcida organizada, que gritou, gritou e gritou na colação. Hoje, pra nossa sorte, todos devem estar roucos.

Neto: Lorrane por ela mesma
Estou de cabeça para baixo. Lolô, assim, você fica tonta antes de beber.
“Só sei que nada sei. Mais de uma coisa eu tenho certeza: ‘sou a Masi Pequena’, pequena de pequenininha, mas grande de espírito, vontade, independência e alegria de viver. Tudo na vida se consegue indo atrás. É assim que componho o meu ser, minha vida diária. Agora, sem bom humor a existência se torna sobrevivência. Sinceramente, prefiro viver. Ser feliz e fazer feliz. Amigos, família, desconhecidos... Se precisarem, estou lá. Masi, masi.

Lilian: Thais por ela mesma
Convocação
Minha colação de grau...
Minha torcida – e que torcida! – estará instalada do lado direito do Teatro Rio Vermelho. Vamos lá, galera, porque só terá torcida se vocês comparecerem.
Thaís pela Cynthia
Amiga?! Bem, quero te dizer que você é muito especial! Que a cada dia que passa a nossa amizade cresce mais e se solidifica porque temos DEUS nos nossos corações!! Cada uma dentro da sua religião, mas com muito amor pra servi-Lo!!! Nossas conversas, bagunças, compras, risadas sempre tem uma pitada de companheirismo!! Já havia comentado com a
Ligia, que até então, amizade dentro da facul seria impossível!!! Vocês têm me mostrado o contrário!! E hoje, pra nós nada é impecílio pra curtir... Mesmo que o carro bata, a gente vai pra Cachaçaria!! Mesmo que alguém beba, a gente dá boas risadas e diz "Espera!". TE AMO!!! Beijos

Neto: Tetê por Tetê
Louca. Taí uma palavra que se encaixa quando penso “Quem sou eu?”.
Sou louca pela minha família (principalmente pela mulher mais perseverante que conheço, minha linda MÃE!); sou louca pelos AMIGOS que fiz ao longo da minha vida; louca por todos os momentos que vivi, sejam eles de intensa felicidade ou desesperadora tristeza, já que com todos eles eu cresci um pouco mais. Sou louca por festas, diversão, conversas, gargalhadas (e a minha é de louca MESMO!!), conselhos, reuniões com minhas amigas (Gê, Lá, Patty e Patricinha) ou com a minha família... Sou louca por tudo o que engorda, mesmo que de uns tempos pra cá eu tenha que regular essa loucura. Louca pelo meu curso, que é jornalismo. Agora vejo que estou no caminho certo, graças a Deus. Tem uma pessoa que há praticamente um ano tem me deixado mais louca ainda: meu homem, meu menino, meu companheiro, meu Vinícius!! Mas é uma loucura que me faz bem, me faz sentir amada, desejada... Amo meu doidinho, ou melhor, louquinho! Enfim! Moleca, louca, mulher, alegre, desorientada, chorona, fechada (pra não dizer “seca”), brincalhona, desbocada (aliás, extremamente desbocada), muito família, amiga pra todas as horas (até para acudir amigos bêbados e ser acudida também!)... Acho que essa sou eu! Sempre pronta para crescer e melhorar naquilo que for preciso.

Lilian: Por fim, já que chega de ouvir, nós queremos é dançar e beber, uma mensagem que sela a nossa amizade.

Neto: Ainda há tempo...


Lilian: Mesmo que as dúvidas persistam,


Neto: Que a emoção nos traia e a esperança falte,


Lilian: Mesmo que as palavras fujam.


Neto: Não importa, porque ainda há tempo...


Lilian: Para trocar o silêncio pelo sorriso,


Neto: Os punhos fechados pelos braços abertos,


Lilian: Dispensar a distância e acolher a cumplicidade,


Neto: Pedir perdão e sentir saudades... de tudo, de todos.


Lilian: Porque agora tudo faz falta...


Neto: O abraço que negamos,


Lilian: As risadas que não nos permitimos.


Neto: Mas ainda há tempo...


Lilian e Neto: Porque temos uma vida inteira para continuarmos Amigos...


Discurso proferido por Lilian e por mim no nosso baile de gala, há quase um ano.

Hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas

Lorranne: Boa noite.

Neto: Em nome dos formandos em comunicação social com habilitação em jornalismo pelas faculdades AlFa, cumprimento a todos aqui presentes: familiares, amigos, colegas, professores...

Lorrane: Em nome de todos, cumprimento o diretor superintendente das Faculdades Alves Faria, professor Nelson de Carvalho Filho.

Neto: Cumprimento a coordenadora da habilitação em jornalismo, professora Lídia Gonçalves de Araújo.

Lorrane: O paraninfo, mestre Salvio Juliano Peixoto Farias.

Neto: O patrono Roberto Melo.

Lorrane: Cumprimento a patronesse Cristina de Mattos.

Neto: O padrinho e vereador por Goiânia, Josué Rodrigues de Gouveia.

Lorrane: Cumprimento a madrinha da turma, Marcela Carvalho Baiocchi.

Neto: E, por fim e em especial, cumprimento a mestre a quem a turma homenageia, Raquel Mourão Brasil, exemplo de pessoa e profissional o qual desejamos seguir.


Neto: Boa noite, Fátima!

Lorranne: Boa noite, William!

Lorranne: Hoje é o dia mais feliz da minha vida.

Neto: Hoje é o dia mais feliz da nossa vida.

Lorranne e Neto: Hoje é o dia mais feliz das nossas vidas.

Neto: Porque hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas.

Lorranne: Neto, sabe o que eu me lembrei agora? Quando eu era pequena e uma professora me perguntou o que eu queria ser quando crescer...

Neto: E o que você respondeu a ela?

Lorranne: Eu disse que eu queria ser grande.

Neto: Parece que você não conseguiu, né? Eu falava que eu queria ser igual ao meu pai: capinar, ir pra roça.

Lorranne: É, João, a gente pensa que nunca vai chegar esse “quando eu crescer”... mas hoje, aqui, diante dos nossos pais, dos nossos amigos, mestres e colegas, não tem como negar... chegou o dia que a gente cresceu.

Neto: Chegou, Pequena! E poderíamos ter crescido e virado tanta coisa... biomédico, farmacêutico, historiador, dentista, advogado, jogador de futebol, grande, trabalhador da roça... mas não... crescemos e viramos o quê?

Lorranne: Viramos aquele sujeito que desvenda o mundo! Viramos aquele profissional que procura entender de tudo um pouco. Viramos o cidadão que transmite os acontecimentos e faz cumprir o direito à informação. Viramos o sonhador que tenta transformar utopia em realidade...

Neto: Nos tornamos os responsáveis por interpretar e criticar a sociedade. Abraçamos a missão de fornecer respostas às interrogações que o mundo impõe... Nos tornamos pessoas que têm como responsabilidade defender a liberdade de expressão!

Lorranne: Não foi fácil virar tudo isso...

Neto: Ah, não foi mesmo! Pensar que a dificuldade começou lá no primeiro dia de aula, no pré, ou, pra alguns, o jardim, quando parecia um abismo deixar a mamãe ir embora pelo portão (no meu caso, era porteira).

Lorranne: E quando começou a tal da Matemática? Pensávamos que nunca sairíamos da escola. Mal sabíamos nós que ainda viria a Química, a Física...

Neto: Acho que foi aí que percebemos que o nosso dom não estava nos números, estava nas palavras! Eu adorava voltar de férias só para fazer a redação contando tudo o que aconteceu...

Lorranne: Foi tão difícil virar o que viramos ainda mais se pararmos para lembrar daquela que talvez tenha sido a dificuldade maior até aqui: a escolha do que seríamos quando crescêssemos.

Neto: As professoras, ao elogiarem nossas redações, ajudaram muito. A tia que achava o máximo falar que gostaríamos de ser jornalistas até que estimulava. Mas nada disso era suficiente para dar segurança.

Lorranne: É, mas o coração parece que falou mais alto, né, João? Só pode ter sido o coração porque o bolso é que não foi! O jornalista existente no nosso id – aquele ladinho da personalidade que revela nossos verdadeiros desejos – falou mais alto.

Neto: Nem o superego foi capaz de impedir: decidimos que queríamos ser jornalistas e pronto! Tomada a decisão, começamos o caminho até chegar aqui, no primeiro dia de nossas vidas, que é também o mais feliz...

Lorranne: O sonho da faculdade tornou-se real...

Neto: Real mesmo – na verdade Lorranne, esse real é no plural: foram nove notas de cinqüenta reais para pagar a primeira matrícula.

Lorranne: Mas a gente não liga pra isso não. Esse dinheiro não foi um gasto, foi investimento! Além da incrível bagagem adquirida, descobrimos um mundo por trás do mundo... Um mundo que agora nós mesmos vamos noticiar!

Neto: Mas, na verdade, Lorranne, este mundo não estava atrás do mundo, estava bem à nossa frente. A diferença é que ainda não éramos capazes de enxergá-lo ali... Agora, com a formação de todos esses quarenta e oito meses, somos capazes de enxergá-lo e, acima de tudo, compreendê-lo.

Lorranne: Neto, isso me faz lembrar o banner que estava a nossa espera no primeiro dia de aula. Uma frase de Isaac Newton : “Se enxerguei mais longe é porque estive em ombros de gigantes”. Pensou o mesmo que eu? Esses gigantes foram os mais de trinta mestres que nos conduziram até aqui... até o dia mais feliz de nossas vidas.

Neto: É, Lô, hoje eu não sou mais só o João Camargo Neto. Sou um pouquinho da elegante e sofisticada perspicácia do Salvio somada ao perfeccionismo do Roberto.

Lorranne: Sendo assim, João, sinto que hoje sou um tiquinho do empreendedorismo da Cristina com a sabedoria da professora linda, Raquel Mourão Brasil.

Neto: Tenho certeza que cada um de nós aqui também está levando um pouco da terna dedicação da Lídia e a sagacidade da Marcela.

Lorranne: O fato é que, pouco a pouco, passados esses 1460 dias, a turma, que já era grande, ficou maior ainda. alguns se casaram, outras nos deram de presente as sofias, a giovanna, a Isa...

Neto: e como já dizia he-man, que nos acompanha desde a infância, “nós temos a força”. Vencemos! Celebramos hoje a vitória. Enfim, nós vencemos. Agora podemos dizer àquela professora que crescemos e nos tornamos jornalistas!

Lorranne: Olhando para as conquistas passadas, vamos fortalecer os passos rumo ao futuro. As marcas deixadas não serão esquecidas jamais.

Neto: A partir de hoje, temos a missão de fazer valer uma necessidade prioritária e indelegável da humanidade desde seus tempos mais remotos: comunicar. Caberá a nós, junto aos demais colegas de profissão, não nos restringirmos apenas a informar e opinar. Mais do que isto, nós precisaremos formar e educar. Precisaremos construir pontes sobre o abismo que separa os que sabem dos que nada sabem.

Lorranne: Que o jornalismo social seja o norteador de nossa trajetória sempre, jornalismo este que é feito para ajudar a dona Joaquina, que nasceu em Iporá e mora há 53 anos no Jardim Curitiba, aqui em Goiânia, a entender como a inflação vai interfirir diretamente na vida dela.

Neto: Informar ao Roberto, 28 anos, pedreiro, que ainda cursa a oitava série e pega três ônibus para voltar para casa, sobre os espetáculos culturais que acontecem gratuitamente em nossa cidade também é nossa missão.

Lorranne: Como repórteres, entendamos: somos contadores da História. Sensibilidade, percepção, palavra, lavra...

Neto: No rádio, muito mais importa a nossa competência que a estética da nossa voz. Esta é a nova concepção do jornalismo de qualidade.

Lorranne: Frente à câmera, nossa missão é, tão somente, informar. Aparecer é tarefa para a fonte, para o personagem.

Lorranne e Neto: porque somos jornalistas! Não somos artistas...

Lorrane: numa profissão em que a pauta é infinita, não há limites de conhecimento...

Neto:
O jornalista deve querer saber o suficiente de ciência para entender os cientistas e o suficiente de economia para perceber que a maior parte das ações políticas tem base econômica.

Lorranne: conhecer o suficiente sobre artes e profissões para poder compreender pelo menos o seu vocabulário.

Neto: deve estudar línguas não somente pela utilidade que elas possam ter na execução das tarefas de reportagem, mas também pelo conhecimento incidental de outras culturas e outras literaturas que elas promovem.

Lorranne: Mesmo visualizando dias difíceis pela frente, nós não podemos perder de foco o sonho de um mundo melhor, uma sociedade mais justa, transparente.

Neto: A missão é árdua. Depende do compromisso com a verdade, da submissão aos elevados valores, como já dizia a professora Raquel.

Lorranne: Que prevaleçam em nós, jornalistas ainda virgens, os valores duráveis, imperecíveis. Honestidade, perseverança, coerência e a defesa da democracia!

Neto: Professores do curso de Jornalismo, não abram alas ao desânimo. Vistam a camisa, como sempre fizeram, e invistam todas as horas possíveis, como é a praxe, na formação de jornalistas eticamente comprometidos com a verdade.

Lorrane: Pais e amigos dos novos jornalistas, talvez agora os senhores tenham um vislumbre da nossa urgente necessidade na sociedade brasileira. Portanto, apóiem estes jornalistas. A nossa eficiente luta é a garantia de sobrevivência de vocês num País que respire liberdade.

Neto: jornalistas formandos, saiam daqui com um objetivo em mente. Nós devemos demonstrar ao público que o curso de Jornalismo que ora finalizamos não foi uma ficção, e que nós, agora jornalistas, não brincamos com a realidade durante estes quatro anos.

Lorranne: Lembrem-se que agora o jornalismo se transformou na nossa ferramenta de trabalho. Vamos destacar em nossas vidas a importância do diploma, não só como partícipe da formação profissional ou mero pergaminho a ser pendurado na parede de nossas casas, mas, sobretudo, que este canudo seja um complemento da cidadania a serviço da sociedade.

Neto: Hoje não é nosso primeiro dia como jornalistas, já que jornalista não se forma, se nasce.

Lorranne: A nossa faculdade, na verdade, não terminou em dezembro de 2006 nem tampouco iniciou no começo de 2003.

Neto: A nossa formação como jornalistas deu o pontapé quando o nosso cordão umbilical foi cortado.

Lorranne: E assim, diplomados e sem a pretensão de sermos a notícia, informamos que amanhã também será o primeiro dia do resto das nossas vidas.

Lorrane e Neto: Porque todo dia é o primeiro dia do resto da vida de um jornalista.

Lorrane e Neto: Muito obrigado.

Discurso proferido por Lorranne Tavares e por mim na nossa colação de grau, há quase um ano.

Esperto em chope


A Iris reclama quando eu reclamo de algum garçom ou serviço dos bares que freqüentamos. O que ela ignora, porém, é que estou ficando um esperto em cerveja. Ontem, no Glória, senti o chope aguado. A princípio, poderia ser fruto do dissabor da minha garganta, vitimida por início de gripe, dengue ou sei lá o quê (amanhã a médica deve diagnosticar). Chamei a Su, uma das garçonetes, e apresentei a minha queixa. Óbvio que ela a refutou, mas, cordialmente, disse que falaria com o gerente. Muito tempo sem resposta e fui embora sem saber o motivo. Não estava disposto a criar caso. Na presença da Iris, tenho evitado questionar com alteração qualquer serviço prestado. Beber me dá fome. Saio de lá e paro na pastelaria ao lado para deliciar um pastel de palmito. De repente, chega a Su. Não perdi a oportunidade e quis saber se havia resposta. Tarde, mas havia. "É, realmente. O gerente disse que estava daquele jeito porque era do fundo do barril". Então, tá. Mas que eu tinha razão, tinha.