domingo, 20 de abril de 2008

João Gilberto


Uma multidão com armas e gritos pode levar anos para fazer uma revolução. Um gênio, décadas para ser reconhecido. João Gilberto precisou apenas de sua voz, sua batida de violão e da canção ‘Chega de saudade’ para mudar o curso da música brasileira e fincar seu nome na história. Como bem observou o jornalista Mario Sérgio Conti em um artigo sobre o artista, “no cinqüentenário da bossa nova, é preciso voltar a João Gilberto”. E é isso que o Banco Itaú faz em sua homenagem aos 50 anos do movimento, promovendo o retorno de João Gilberto aos palcos brasileiros após quase uma década de ausência. O público será contemplado com uma série de quatro apresentações: dias 14 e 15 de agosto, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo; dia 24 de agosto, no Theatro Municipal carioca; e dia 05 de setembro, no Teatro Castro Alves, em Salvador.

sábado, 19 de abril de 2008

Saramago prepara novo romance para o final do ano


O escritor português José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura 1998, prepara um romance para o final deste ano intitulado "A viagem de um elefante", anunciou em uma entrevista publicada neste sábado pela revista portuguesa Sol."O livro não está muito adiantado. Está na metade. Espero concluí-lo neste verão e publicá-lo no outono" (hemisfério norte), declarou ao Sol, sem dar detalhes a respeito do assunto deste novo livro.José Saramago, 85 anos, que vive na ilha de Lanzarote, no arquipélago espanhol das Canárias, esteve hospitalizado no final do ano passado devido a uma insuficiência respiratória.O autor de romances clássicos como "O ano da morte de Ricardo Reis", "O Evangelho segundo Jesus Cristo" e "A jangada de pedra", vive em Lanzarote desde 1993 com sua esposa, a jornalista Pilar del Río.Na quarta-feira é aguardado em Lisboa para inaugurar a exposição "José Saramago: a consciência dos sonhos."

Fonte: Diário do Grande ABC

terça-feira, 15 de abril de 2008

Saúde


Voltei a viver ao voltar a caminhar e pedalar.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Promessa de início de ano


Voltei para a academia. Agora é para sempre. Ao menos até eu comprar uma esteira, bicicleta ou cama de jump.

domingo, 13 de abril de 2008

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Imediatamente transformados suspeitos


Imune às tragédias que a imprensa explora à exaustão, até ontem não havia me ligado para as possibilidades dos pais da Isabella serem inocentes e não terem jogado-a do prédio, como sugerem 24 horas por dia jornalistas e delegado. Até que almoço com a Lourdes e ela se encarrega de me atentar que podemos - ou não - estar diante de mais um caso Escola Base.


Por meio do blog novo do Fred e da Aline (Outra Linha), descubro o Querido Leitor, outro ótimo blog da Rosana Hermann. Em um tópico, ela disponibiliza a entrevista em MP3 que o Guilherme Fiuza deu à Rádio Band News.



Ocorreu algo semelhante com o jornalista Guilherme Fiuza (Meu nome não é Johnny) há 18 anos, quando, como conseqüência de um tropeço, seu filho foi acidentalmente atirado do 8º andar. Em poucos minutos, dois policiais já impediam a sua saída de casa e a mídia tentava promover o mesmo estardalhaço que estamos vendo agora.
A entrevista que ele deu à Band News é uma verdadeira aula de jornalismo que deve ser dada a estudantes e profissionais.

Ele relata a situação em seu blog: http://www.guilhermefiuza.com.br/?p=20#comments.



A entrevista pode ser ouvida neste link: http://www.bandnewsfm.com.br/conteudo.asp?ID=78136.



"Nós éramos um casal feliz que vivia bem com o seu filho".



"Há uma completa ignorância da opinião pública sobre a vida daquelas pessoas".



"Quem é que vai pagar esse dano moral quando as Olimpíadas entrarem em cena?"



"A maior certeza que eu tenho é que eu não sei o que aconteceu. E as pessoas têm de ter esta humildade".



"A busca pela verdade, pela informação, é sagrada, mas tem de acontecer de forma responsável".
"A opinião pública é covarde. A opinião pública não sente dor".
"Opinião pública não tem CNPJ. Não tem endereço".
"Qual seria a saída? Um código de imprensa? Um código nada! Esse é um valor de berço que o repórter tem de ter. É o sentimento de cada um. Não é um código de imprensa nem nada".
"A gente acha que é culpado e joga no microondas. Queima vivo".

terça-feira, 8 de abril de 2008

Viver tá me deixando louco


Goiânia, 7 de abril de 2008.

Adentrei o ônibus da HP que faz a linha 169 por volta das 12h25 do dia 6 de abril do corrente ano, domingo, no ponto na Avenida Assis Chateaubriand que fica ao lado da Rua 15, no Setor Oeste. O meu destino final era o primeiro ponto da Praça Cívica. Ao inserir o sitpass na máquina, constatei que o bilhete estava sem saldo. Informei ao motorista que tinha cinco reais e não poderia passar da parada informada. Ele disse que no caminho teria algum vendedor. Continuei ao lado dele, na parte da frente do ônibus. Às 12h31 ele começou a circundar a Praça Cívica. Eu havia avisado com antecedência onde precisava descer e reafirmei. No entanto, ele não parou o veículo, pois alegou não poder cobrar a passagem. Disse que só me liberaria onde tivesse um vendedor. Eu ressaltei que não poderia passar daquele ponto. O motorista me informou – desnecessariamente, já que, apesar de não concordar, conheço – que era norma da empresa e que me levaria até o ponto final para provar. Uns cinco pontos depois, na Avenida Goiás, abaixo da Avenida Anhangüera (quase em frente à Igreja Universal do Reino de Deus), aparece um vendedor, que cobra a passagem, e eu consigo descer, depois de muita discussão, tempo perdido, ameaça de ser mantido preso no ônibus até o ponto final e, conseqüentemente, muito desgaste. Liguei no 190 dentro do ônibus e fui orientado a procurar o 1º Distrito Policial. Como a ocorrência seria contra uma pessoa jurídica – no caso, a HP – o delegado não a registrou, mas recomendou que eu entrasse com uma ação por perda e danos morais. Afinal, fui mantido preso – com o dinheiro em mãos – até muito depois do ponto onde precisava descer. Perdi, com isso, vários minutos, além de ter passado pelo constrangimento de ser assistido por todos os usuários daquele ônibus e de ser ameaçado de “ter de ir até o ponto final para conhecer a norma da HP”.
Placa: KNG7917
Veículo: 2561
Chassi: 9BM3840731B260711

sábado, 5 de abril de 2008

O mar lava a alma mesmo






Jamais vi meus pais tão alegres quanto nas fotografias que tiraram na primeira visita ao mar, em janeiro, em Porto Seguro.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Metalingüística


Por que os jornais não trazem em suas edições notícias sobre jornais e jornalistas? Enfim, por que a imprensa não discute a imprensa? Por que a imprensa não pauta a imprensa? Certamente, o leitor, o ouvinte, o telespectador e o internauta têm curiosidade para saber sobre nós, feitores do jornalismo, e sobre as empresas onde trabalhamos.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Sem hipocrisia


Meus amigos fumam maconha. São profissionais bem sucedidos. Estudam. Cursam especializações, mestrados. Dão aula. Falam inglês fluentemente. Têm aula de francês e até mandarim. Muitos não bebem. Fumam maconha. A vida sentimental é estável. Transam sem neuroses. Se relacionam amigavelmente com os pais. Vão se casar. Ter filhos. Voltar à Europa. Passam férias no Centro-Sul. Outros escolhem o Nordeste. Alguns viajam duas vezes por ano à Amazônia. Dirigem. No final de semana, curtem cachoeira em Pirenópolis ou Alto Paraíso. Praticam mergulho. Trocam de carro de dois em dois anos. Quando querem assistir O Fantasma da Ópera, passam o final de semana em São Paulo. Quando querem assistir ao show da Rita Lee, vão a Brasília e depois jantam no Gilberto Salomão. Viajam a trabalho ao Rio de Janeiro e almoçam no Porcão. Afinal, se hospedam na Barra da Tijuca. No Carnaval, ficam em dúvida se voltam ao Rio ou se aceitam o convite do Expresso 2222 para fazerem parte da folia em Salvador. Na Semana Santa, partem em retirada para Fernando de Noronha. Querem tranqüilidade. Participam de congresso em Porto Alegre. No retorno, passam por Vitória para conferir o novo show da Erasure. Depois, comem no Sub Way. Na segunda-feira, à tarde, tocam a vida normalmente em Goiânia e ignoram que Goiás é - talvez perca para Tocantins e outros do Norte - o estado mais provinciano do Brasil.