terça-feira, 29 de julho de 2008

Amizade é pra poucos


Um dia a gente cresce. Até esse dia chegar, a gente briga. Eu parei de brigar. Cresci? Ao fazer a pergunta, abro meu Windows Media Player e, ironicamente, a primeira palavra que leio é o nome de uma música da Zélia Duncan: Não. Vou desconsiderar. Não foi sinal divino. Apenas coincidência. Sim, quando a gente quer, elas existem.

Lembrei das brigas horríveis, de chorar mesmo, entre Polliana e eu. E nos amamos tanto. O distanciamento da Marilena por motivo, pra mim, tão insignificante. Depois, a Iris. Enfim, pessoas que eu sempre quis muito bem e que sempre me desejaram da mesma forma. De uma hora para outra, deixaram de freqüentar ocasiões proporcionadas por amigos em comum pelo constrangimento de me encontrarem. Graças a Deus, passou. Passou com as três.

Já que blog é diário - o meu é -, vou fazer de conta que estou escrevendo só pra mim. Com a Polliana, avalio que a relação está totalmente amadurecida e quero crer que não caíremos nos mesmos pecados.

Outras análises são prematuras.

domingo, 27 de julho de 2008

A saudade é uma rosa


Quando não estou pensando em escrever no blog, tenho várias idéias de textos para ele. Quando faço login, todas somem. Aline Leonardo não sabe, mas ela me inspira muito. Os textos na Caneca da Nina, com os quais me identifico bastante, e as belas fotografias do álbum no Orkut... Acabo de ver uma imagem dela em Londres. Fui arremessado à Europa e, ao mesmo tempo, ao medo que tenho de sair daqui.
Andrea Régis está em Zurique. Polliana, uma de minhas melhores amigas, também morou na Europa. E voltou. Acaba de regressar a Goiânia. Ana Lúcia, minha prima, e Léo, irmão dela, estão na Espanha. Tiago, meu primo, na Itália. Sheila, filha da tia Maria, em Portugal. Se eu listar, preencherei várias laudas com nomes de amigos próximos e parentes que partiram do Brasil para estudar ou trabalhar fora. E voltaram, de alguma forma, superiores. Não por terem residido na Europa, mas por terem passado por várias experiências que aqui não teriam enfrentado.
Agora é a vez de Cristina e Reale. São bastante corajosos. Não são aventureiros. Voltarão ainda melhores. Melhores pessoal, acadêmica e profissionalmente. Estudar no país natal já é um privilégio do qual a maioria de nós, do universo dos blogs, pudemos desfrutar. Estudar na Europa, na África, na América do Norte ou na Oceania é missão para pessoas de coragem, iluminadas. O medo é natural. A luz está na coragem de enfrentá-lo. Não temer o novo - esperado e inesperado - é magnífico e reservado a poucos.
Gostaria de também ter o desapego de, a qualquer momento, me mudar para onde o vento soprasse, mesmo que fosse para ali, Brasília, por exemplo. Não, não. Rio de Janeiro! Invejo – sentido positivo, hein – Andrea, Polliana, Léo, Aninha, Sheila, Aline, Cristina e Reale.
São dignos da minha admiração. E, de certa forma, o mundo é mesmo cíclico. Polli já está aqui há cerca de um mês. Daqui a pouco a Andrea – para quem está na Europa, considero São Paulo “aqui”. Léo e Aninha sempre vêm. O tempo vai passar rapidinho e, não tenho dúvida, logo estarei abraçando novamente – tal como ontem, um dia tão agradável – Cristina e Reale. E, em vez de repetir “vão com Deus”, a frase será outra. "Sejam bem-vindos".
Mesmo assim, de lá, ouvirão muitos “welcomes”. Ao mundo novo do Velho Mundo. Ao frio dinamarquês. Ao verão europeu. Aos finais de semana nos parques, nos museus, nas praias, nas pontes, nos lagos, nas montanhas e outros pontos turísticos mais desejados.
Saudade não é apenas uma palavra com significado somente em português. É um sentimento doloroso se não for bem trabalhado. O peito pode apertar. E vai. Os olhos podem lacrimejar. E vão. O sono pode esvair. E já está, né, Cris e Reale?! Mas tolice seria não agarrar a oportunidade e enfrentar o novo por medo de passar por situações das quais ainda não temos domínio. Ele logo virá.
Por fim, luck – porque toda sorte é boa. Em breve – que sejam dois ou cinco anos –, vocês receberão muitas boas-vindas. Dessa vez, em português. E não será o de Portugal.

sábado, 26 de julho de 2008

A gente trabalha o ano inteiro


A Felicidade

Composição: Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes


Tristeza não tem fim

Felicidade sim

A felicidade é como a gota

De orvalho numa pétala de flor

Brilha tranqüila

Depois de leve oscila

E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece

A grande ilusão do carnaval

A gente trabalha o ano inteiro

Por um momento de sonho

Pra fazer a fantasia

De rei ou de pirata ou jardineira e tudo se acabar na quarta feira

Tristeza não tem fim

Felicidade sim

A felicidade é como a pluma

Que o vento vai levando pelo ar

Voa tão leve

Mas tem a vida breve

Precisa que haja vento sem parar

A minha felicidade está sonhando

Nos olhos da minha namorada

É como esta noite

Passando, passando

Em busca da madrugada

Falem baixo, por favor

Pra que ela acorde alegre como o dia

Oferecendo beijos de amor

Tristeza não tem fim

Felicidade sim

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Quando um certo alguém


Não quero assustar nem povoar meu pensamento de ilusão contornada de esperança. Vejo, porém, muitas afinidades. Sei que não precisava acentuá-las, mas era só para certificar de que estamos no caminho certo. Sei que, da sua parte, não há pretensões. Tratemo-nos como se da minha também não houvesse. Deixou de haver. Prometo não avançar o sinal para não ter de visualizar a faixa "Pare". O objetivo inicial, espero que você tenha essa clareza, era só alguém para me fazer bem mesmo despretensiosamente. Conversar. Ironizar. Comentar. Recomendar. Perguntar. Rir. Um dia confidenciar. Quem sabe... E olha que você entrou nessa sem saber que tinha missão. No final, apenas do primeiro de infindáveis capítulos, a certeza de agradabilidade mútua. Grato por aliviar a minha tensão, mesmo sem querer (das duas partes). Aguardei muito por esse momento. E aguardo - sem muitas expectativas, que é para ser ainda melhor - os próximos.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Diga ao povo que mudo


Não vou ser diabético, hipertenso, depressivo, estressado, ranzinza... Aos poucos, mudo meus hábitos. Uma hora diária de caminhada e corrida, ciclismo e eliption foi o primeiro passo. Perdi peso e extravaso nos exercícios a ansiedade acumulada ao longo do dia e culminada com as previsões para o seguinte. Agora, parto para a dieta. O objetivo final não é emagrecer. Menos dois quilos e eu estou no ponto. Pesei hoje e o marcador apontou 78. Com várias enfermidades crônicas no histórico das famílias Castro e Camargo, achei melhor ficar esperto com a alimentação já aos 23 anos. Quase julguei tarde, mas quero crer que haja tempo. E há! Nunca foi tão gostoso almoçar salada. Adoçar limonada com adoçante não mata. Suco de laranja sem açúcar - sempre me recusei a beber - é uma delícia. Sanduíche natural de frango com ricota é melhor do que Wopper (que é sempre acompanhado de refrigerante à vontade). Sinto que açúcar realmente é dispensável e outras coisinhas mais. Deus, dá-me força para permanecer neste propósito. Amém.

sábado, 19 de julho de 2008

Não deixe Madonna morrer


Já tinha esquecido o quanto é bom sair para dançar. E que sexta é o melhor dia das feiras.
Não deixe Madonna acabar.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Leitura segmentada


Há uma nova e boa safra de revistas (paulistas) destinadas aos leitores gays. Moda, cultura, comportamento, turismo, esporte - sim, gay também pratica! -, entrevistas, perfis... Espécies de Marie Claire para homens que gostam de homens e mulheres que gostam de mulheres. Aime, DOM e Junior merecem destaque. A elas, vida longa. A Iguais, no mesmo estilo, lançada há uns dois anos, não passou do primeiro número. Uma pena! Algum jornalista empreendedor precisa despertar para esse segmento de publicações em Goiânia e abocanhar este filão por aqui também.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Febre


É definitivo. Não sei mesmo me relacionar. Antes, me sentia incapaz para namorar. Agora, o diagnóstico: até para manter amizades.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ensaio sobre o desrespeito


Andrea tem razão. E mais. Não agüento – permitam-me a repetição – mais o desrespeito com que tratam jornalista em Goiânia. Vou falar daqui porque é a minha realidade, mas, certamente, não deve diferir muito em outras periferias do Brasil. É jornalista que destrata jornalista. É empresário que desrespeita jornalista. É fonte que desconsidera jornalista. É contratante que acha que jornalismo pode ser feito por qualquer um.
Vamos aos fatos. Semana passada uma grande amiga me recomendou um free-lancer. Não era nada grandioso, mas também não era um biquinho. Era o lançamento da nova sede de uma respeitada empresa de consultoria em recursos humanos. Liguei para a responsável – leia-se: a dona! -, falamos do trabalho e tal e fiquei de encaminhar em seguida orçamentos de espaços pagos onde ela gostaria de veicular também. Apurei que cada palestra dela custa 3 mil reais.
Ela só esqueceu – esqueceu, né?! – de perguntar quanto valeria o meu trabalho. Como não sou bobo nem nada, antes de orçar, enviei para o endereço eletrônico dela o valor do meu serviço. Era terça-feira. O evento ocorreria – deve ter ocorrido – na terça seguinte. Pouco tempo. Demanda mediana. Contato é contato. Mailing é mailing. Profissionalismo é profissionalismo. Respeito é respeito. E jacaré é um bicho.
Quarta-feira. Nem sinal de fumaça.
Quinta-feira, 17 horas, liguei para ela. Afinal, não perderia um trabalho desses por falta de insistência, né?!
“Oi, João. Até o final do dia eu vou te ligar para a gente negociar”.
“Ok”.
No dia seguinte, me liga a secretária da dita cuja para confirmar o recebimento do convite para a inauguração. Eu disse ter recebido. Até a mim não chegou. Bem como a contratante (?!) não deu a menor satisfação, não respondeu o e-mail, não mandou torpedo, não ligou, não mandou recado.
Não cobrei caro. Não cobrei barato. Estipulei o valor certo. Cobrei um preço que – como manda a lei do mercado – daria uma margem para baixar uns 200 reais no orçamento. Lembrei da Andrea na hora. Recentemente, ela se queixou comigo que jornalista goiano de redação não responde e-mail de assessor de imprensa. É fato. Eu, na condição de repórter, passei a dar feedback aos quilos de material recebidos a partir desta queixa.
Ah, e Andrea reclamou disso porque eu havia reclamado que me aconteceu o mesmo em outro episódio. Envio orçamento para contratante, ligo, deixo recado e fico na chapada. Quem dera fosse na dos Guimarães ou na dos Veadeiros. Mas é na chapada em caixa baixa mesmo.
Pô, galera, uma faculdade de jornalismo dura no mínimo quatro anos. É o mesmo tempo que estou no mercado profissional. E não me importa o tempo. Cada trabalho tem seu preço. O que importa são os resultados. Empresário goiano – tem colega jornalista que faz igual – acha que nós somos o quê? Nos oferecem merreca, abaixo das tabelas sindicais – que, convenhamos, já são subumanas -, pressionam horrores, geralmente demoram para pagar e por aí vai.
Queiram me desculpar, mas jamais me desvalorizei e não vai ser agora que vou fazer isso. Seria um auto-desrespeito e um desrespeito com a categoria. Por que essas coisas continuam acontecendo? Porque há quem pegue trabalhos por preços bem inferiores do que valem. Que permutam seu suor por produtinhos de grife.
Eu quero ter a minha grana para comprar a minha roupa onde eu quiser. Seja na Feira Hippie, na Osklen, na Daslu, na Daspu ou na Dosgay. É demais querer receber em dinheiro? É demais querer receber pelo meu trabalho? É demais querer resposta ao passar um orçamento? É demais clicar, sem custos, em “responder o e-mail”? É demais? É?
Olha, para trabalhar em troca de comida eu não precisaria ter saído da casa do meu pai, me sacrificar para cursar quatro anos de curso superior – pago minha faculdade, financiada, até o segundo semestre de 2013 -, fazer cursos, investir em línguas estrangeiras, assistir os lançamentos no cinema, ler tantos livros obrigatórios – o faria somente pelo prazer, então -, andar na moda (hahahahaha)...
Goiânia, em muitos segmentos, ainda me deprime.

domingo, 13 de julho de 2008

sábado, 12 de julho de 2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

domingo, 6 de julho de 2008

Para começar bem a semana madrugue no domingo



Tomara que começar a semana às 5h45 (para quem a terminou à 1h29 do mesmo dia) seja, no mínimo, promissor e garantia de que levantarei cedo todos os dias. Tomara que a parte chata (esperar minha tia quase duas horas) não se repita. Porque ninguém gosta de esperar.

sábado, 5 de julho de 2008

Sobe e desce


Eu, que me achava moderninho e liberal, ainda me espanto com alguns avanços (?).
+Podem pirar, mas ontem, no show da Elza Soares, tive um susto quando vi um casal de mãos dadas. Só porque eram dois homens.
-Mais tarde - 12 horas exaustivas - choquei ao encontrar um amigo (muito) drogado. Logo eu que acho tudo tão normal por fazer muitas coisas que a sociedade não acha nada comum.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Beba-me


Elza Soares a partir das 21 horas no Teatro Rio Vermelho. É pra lá que eu vou. Imperdível!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Vai lá


Das 19 às 19h40, Elza Soares estará na Saraiva Mega Store, no Flamboyant, para noite de autógrafos e fotografias.
Dicas
  • Nada de dizer: 'Nossa, Elza, você não parece ter a idade que tem!'
  • Esqueça que ela foi casada com o Garrincha.
  • Esqueça que ela é casada. Segredo: com um DJ.
  • Nada de perguntar sobre o filho que morreu. Ela tem oito vivos. Mesmo assim, atenha-se a falar sobre a carreira dela.
  • Ao menos na presença dela, Caetano é seu deus.
  • ...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Novo, porém desconfortável


Hoje andei em um dos 250 ônibus novos que estão circulando em Goiânia desde sexta-feira. Não senti vantagens quanto ao conforto. Perdem para os laranjinhas. Os bancos da nova frota são de plástico duro, aos contrário dos assentos dos veículos semi-novos, que são macios.