Até dia 9, no Address Hotel
Avenida República do Líbano, 2526, Oeste
Minha coleção de bossa nova é incompleta. Não terminei de ler Chega de saudade. Me divirto com Martha Medeiros. Ainda não li nenhuma obra inteira dela. Minhas palavras retratam minha superficialidade. Aqui, vez ou outra, alguma crônica do meu cotidiano jornalístico. O restante é real ou invenção. Da minha cabeça ou da minha vivência. Aconteceu comigo ou com outro João. Que fique assim: no jornal, até a vírgula é verdadeira. Aqui, não importa. É alma. É coração.






Maria sempre soube dos benefícios de se escovar os dentes após o almoço. Principalmente quando não se lancha e, para se manter acordada, recorre com exagero ao café. Aos 32 anos, comemora nove em que determinou o trabalho como foco-mor da sua vida. Nunca namorou, apesar de que sua média de sexo praticado no último janeiro tenha sido superior ao que fez em 2015 todinho.
Todos estavam a trabalho, mas muitos casamentos iniciaram assim. Nenhum amigo para socorrer. Bala? Nem de café. Carlos ali, propositalmente do lado. E nenhuma bala de café. Trocaram algumas palavras, sorrisos e olhares sem graça. Comuns aos que se querem, porém, são tímidos. E nenhuma bala, sequer de café, para pôr fim àquele clima e celebrar o início do degelo. “A partir de amanhã”, promete Maria olhando para o espelho da carteira, “parte do meu salário é para comprar bala”. Nem que seja de café...
Bala de café II
Maria volta para casa. Ao lado, no metrô, um gatinho e a chance iminente de selar ali o seu primeiro namoro. Maria não arrisca. Não escovou os dentes e a promessa começará a vigorar somente amanhã. Certamente, logo cedo. Se pudesse dar um conselho, ela recomendaria mais do que o filtro solar: “Escovem os dentes após o almoço”.







Querem melhorar o transporte coletivo para eu deixar meu carro em casa. Goiânia tem um carro para aproximadamente cada habitante e meio. Ótimo. O custo para mim até será menor. Mas eu quero sair de casa com meu notebook, MP3, câmera digital e celular de última geração. Qual é o louco que terá coragem de embarcar no Eixo Anhangüera com um desses à mostra? Nem com a polícia!
Pós-escrito: Não tenho carro, notebook, MP3 nem câmera digital e meu celular não é new generation. Ainda.

*Segunda-feira foi aniversário da Tetê.
*Daqui a alguns minutos é a vez da Ju.
Juliana (a mais nova professora universitária), Tetê (ttttt), Fernanda (me ensina a ser zen), João (samãe!), Lorranne (parceira no melhor discurso da melhor colação de grau do planeta), Thais (sua vez tá chegando) e Manu (modelo/jornalista): amizades-fruto da minha breve passagem pelo matutino nos tempos de faculdade.
Composição: Da Gama / Bino Farias / Lazão / Toni Garrido
o que é, meu irmãoeu sei o que te agradae o que te dói, e o que te dóié preciso estar tranqüilopra se olhar dentro do espelhorefletiro que é?seja você quem foreu te conheço muito beme isso faz bem pra mimisso faz bem pra vidaonde quer que váeu vou estar tambémeu vou me lembrardaquela canção que dizparapapapa... benditoencontrona vidaamigoé tão forte quanto o vento quando sopratronco forte que não quebra, não entortapodes crer, podes crer,eu tô falando de amizade
"Eu não olho muito pra beleza, não".Em pensamento, de luz apagada:
"Tá na sua cara".