quinta-feira, 14 de agosto de 2008

E eu que achava que não existe pecado


Me enganei ao concordar que não há pecado. Na verdade, existe um: beber sozinho. E o pior é que já o cometi. Ando resistindo à tentação para não cair nele novamente, mas tem sido cada vez mais difícil. Tenho vontade de beber uma latinha antes de dormir. Relaxaria e capotaria em paz. No sol das tardes de domingo também bate aquele desejo de molhar a goela com o líquido fermentado. Volto a Pirenópolis há cerca de dois anos. Gente, foi deprimente. Fui sozinho em uma viagem a trabalho. Depois da tarefa cumprida, final de noite, sentei na mesa de um bar da Rua do Lazer e pedi uma cerveja. Que depressão! Quase chorei. Eu bebia, bebia e, quanto mais bebia, mais a cerveja se procriava. Tive a impressão de que não acabaria com ela nunca, mas senti que ela me exterminaria, porque estava me deixando para baixo. Foi nessa situação que me toquei que MC Catra é um experimento científico infeliz e malsucedido do Biquíni Cavadão. Eu, hein?! Saí daquela situação em 30 minutos antes que ela não saísse de mim. Hoje, toda vez que me dá vontade de beber e estou sozinho, rememoro o fato e tomo um achocolatado.

Um comentário:

Iris disse...

Em uma fase que nunca me senti tão só, já passou pela minha cabeça várias vezes de beber sozinha... mas a vontade passa, sei que ficaria ainda mais melancólica e me sentiria ainda mais só...