sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Quilling é feeling


Para o fim de semana: dê um pulo no Address Hotel, na República do Líbano, e aprecie a exposição de Quilling da Ana Cristina. Comprei alguns dos quase 400 cartões de Natal que ela confeccionou ano passado usando a técnica. Um luxo sutil. Feito de papel, inclusive reaproveitado. Ana é um exemplo. Venceu um câncer, chora ao falar da mãe, cuida de mais de 50 bichos, entre gatos e cachorros, tem três filhas lindas, neto, é professora da rede municipal de ensino de Goiânia, tem um Uno e há algum tempo almoçávamos juntos no Quilograma. Não come arroz nem carne. Seu prato parece uma horta. É descolada. Apesar da mais de meia década de vida, parece uma irmãzona de 17 anos. Reafirmando: eu recomendo.


Exposição de Quilling
Até dia 9, no Address Hotel
Avenida República do Líbano, 2526, Oeste

"Você não me ensinou a te esquecer", cantarola Caetano para Maria


Caetano foi. Maria, em vida, nunca prestigiou um show do baiano. Agora, prestes a ser enterrada, ganha, a quase dois mil quilômetros de Salvador, uma palha do ídolo. A apresentação foi breve. O velório só foi estendido porque o cantor confirmou presença. Ela não queria velório longo. A menos que a causa fosse justa. E foi. Enquanto jogavam torrões de terra vermelha molhada – quem mandou morrer em fevereiro? – sobre a urna, sobe som:

Você Não Me Ensinou A Te Esquecer
Composição: Fernando Mendes / José Wilson / Lucas
Não vejo mais você faz tanto tempoQue vontade que eu sintoDe olhar em seus olhos, ganhar seus abraçosÉ verdade, eu não mintoE nesse desespero em que eu me vejoJá cheguei a tal pontoDe me trocar diversas vezes por vocêSó pra ver se te encontroVocê bem que podia perdoarE só mais uma vez me aceitarPrometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-laAgora, que faço eu da vida sem você?Você não me ensinou a te esquecerVocê só me ensinou a te quererE te querendo eu vou tentando te encontrarVou me perdendoBuscando em outros braços seus abraçosPerdido no vazio de outros passosDo abismo em que você se retirouE me atirou e me deixou aqui sozinhoAgora, que faço eu da vida sem você?Você não me ensinou a te esquecerVocê só me ensinou a te querere te querendo eu vou tentando me encontrarE nesse desepero em que eu me vejojá cheguei a tal pontode me trocar diversas vezes por vocêsó pra ver se te encontroVocê bem que podia perdoarE só mais uma vez me aceitarPrometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-laAgora, que faço eu da vida sem você?Você não me ensinou a te esquecerVocê só me ensinou a te quererE te querendo eu vou tentando te encontrarVou me perdendoBuscando em outros braços seus abraçosPerdido no vazio de outros passosDo abismo em que você se retirouE me atirou e me deixou aqui sozinhoAgora, que faço eu da vida sem você?Você não me ensinou a te esquecerVocê só me ensinou a te querere te querendo eu vou tentando te encontrarVou me perdendoBuscando em outros braços seus abraçosPerdido no vazio de outros passosDo abismo em que você se retirouE me atirou e me deixou aqui sozinhoAgora, que faço eu da vida sem você?Você não me ensinou a te esquecerVocê só me ensinou a te querere te querendo eu vou tentando me encontrar

Caetano canta no sepultamento de Maria


Ao som de Epitáfio, Maria começa a sessão do arrependimento.
Devia ter namorado. Esta é a queixa que sempre permeia a sua vida.
Devia ter se esforçado para ter Unimed.
Carteira assinada.
Devia ter parado de dar desculpas. Ser direta. Sim ou não.
Não devia ter fugido de casa. Ter passado os natais lá. Guardasse o réveillon para se permitir longe do seio familiar.
Devia ter comido menos doce. Menos gordura. Ter bebido menos refrigerante. Não era para ter cortado nada. Apenas diminuído.
Devia ter se depilado diariamente. Ninguém sabe a hora de morrer. “É melhor que a sombra encapuzada e munida de foice nos pegue sem pêlos”.
Devia ter usado talco nos pés. Não quer que ninguém reclame de banhá-la quando o óbito for constatado.
Não devia ter quebrado espelhos. Devia sempre manter um no quarto. Ao lado da janela.
Por falar em janela, devia ter tirado aquele adeviso da rádio que nem ouve mais.
Devia ter sido mais objetiva. Gastar menos tempo.
Devia ter ouvido mais música ao vivo.
Não devia ter medo.
Devia fazer ao menos uma ligação por dia.
Devia ir ao médico ao sinal da primeira coceira suspeita.
Não devia ter matado aranha por matar.
Devia ter lido mais livros e menos blogs.
Devia ter trocado o e-mail por cartas. Emotcons por fotografias.
Não devia ter anunciado sua doença na internet. Devia, isso sim, ter usado da ferramenta para buscar a cura, pedir ajuda.
Devia ter sido sempre otimista. Tão somente.
Devia sorrir sempre. Não devia ter colocado aquele aparelho ortodôntico cinco anos antes de morrer.
Devia ter ido ao menos aos velórios de familiares. Não quer sepultamento vazio. Quer choro. Quer Caetano Veloso na despedida.
Devia ter escovado os dentes quatro vezes ao dia. Ter comprado mais balas de café.
Devia ter emagrecido. Caminhado. Pulado.
Devia ter vacinado contra a febre amarela. O que anula a sua vida é o câncer. Digo, os cânceres.
Não devia ter usado gel no cabelo.
Devia ter jogado no lixo todas as calcinhas furadas.
Devia ter evitado todos os papos furados.
Devia ter enfrentado as cobras cara a cara. Não fraquejar.
Devia conversar mais com a Catarina.
Devia aceitar a todas as propostas de emprego. Ser menos selecionadora.
Devia ter tomado mais banho de piscina. Aproveitado mais a Barra da Tijuca.
Agora, sabe que não dá mais. Até dá. Mas o desânimo, antes usado como desculpa, agora é fato.
Da falta de saúde e idade, antes dadas constantemente como motivos para parecer que já tinha morrido, agora são reais. A idade nem tanto. Mas a saúde ficou para trás ao toque de um formigamento. Maria, agora, só sabe recorrer a Maria. Tomara que as intercessoras não estejam em desuso.

Medicina na UniEvangélica


Será que os políticos goianos já entraram em um acordo sobre o pai da intercessão que conseguiu o curso de medicina, cuja mensalidade inicial deve ultrapasar os R$ 3 mil, para Anápolis? Uma faculdade é autorizada conforme sua necessidade ou de acordo com a relevância política que a cidade que pleiteia tem?

João Jobim


Tom Jobim disse que toda a sua obra foi inspirada na Mata Atlântica.

Parte da minha (!) é fruto das andanças de ônibus. Já cheguei a tomar 10 por dia, quando morava na saída de Nerópolis, trabalhava em Aparecida e estudava na saída de Inhumas. Verdadeiro laboratório para quem não tem a natureza do Rio de Janeiro à disposição.

As boas desta noite


Se eu pudesse, começaria pelo chorinho no Grande Hotel, que hoje recebe a Luciana Clímaco; passaria para o jazz no Goiânia Ouro e, se rolar anos 80, fecharia no Capim Pub.

Os sexos de Maria


Suja. Suja. Suja. Maria sabia que ali não era lugar para sexo. E que o melhor é não procurá-lo sob a pena de sentir-se suja, suja, suja. Tomada pela solidão, porém, não media esforços para sair à caça de alguém que lhe fizesse companhia por pelo menos 15 minutos, tempo médio que durava cada aventura sua.
Cuidava-se, mas transar com até cinco pessoas diferentes a cada estendida no teatro lhe causava medo. Mora em um quarto de favor na casa de estranhos que tiveram a compaixão de acolhê-la logo que fugiu da casa dos pais, aos 26 anos.
Na capital, teve a sorte de conseguir emprego no maior teatro da cidade. A princípio, motivada pela paixão à arte cênica, esticava seu expediente e ficava para as apresentações.
Só ela não se achava bonita. Apesar da baixo-estima, não era boba. Percebia como os cinqüentões olhavam para ela. Não tinham seu perfil. Não namoraria com nenhum deles. A questão, contudo, era física. E ela tinha a chave da copa.

Maria pouco antes do fim


Tudo o que Maria menos queria naquele momento era estar com câncer. Apesar de pontadas de desmotivação nos últimos meses, tinha um futuro promissor.
A doença não poupa ninguém. Abate o culto e o inculto. Maria descobriu logo no início, mas a desesperança corrompia desde já o seu coração.
Havia poucos dias, seu pai lembrou que fazia um ano que uma prima tinha partido pelo mesmo motivo. Ficou pouco tempo doente. Era penoso vê-la.
Maria era castigada pelo esclarecimento. Enfermeira por formação, tinha total ciência das suas chances. Por outro lado, sabia também que um milagre – ou até mesmo a medicina sozinha – poderia curá-la. A estatística não colabora.
Temia sentir-se obrigada e voltar à igreja. Deixou de congregar no início da juventude. Até então, dedicou toda a sua infância e adolescência à defesa fervorosa e, por vezes, irracional, daquilo que julgava ser sua fé.
Não acredita em castigo. Deus – jamais deixou de acreditar nEle – não a penalizaria tão cruelmente porque desmembrou-se do Seu corpo físico esconjurando sacerdotes e alienados.

Por ora, nada de dor física. Apenas o sofrimento ampliado por, já no primeiro exame, descobrir que eram dois cânceres. “Meu Deus, não basta um?” Além do crânio, seu sangue também estava todo contaminado. Leucemia. A única certeza que restou era a de que não suportaria.

O deputado não é pop


Pedro Wilson bem que tenta ser popular. Mas não consegue, tadinho. Em evento recente, fez piadinha o tempo todo. Difícil foi a militância liberar o riso. Ou ele é, de fato, muito sem graça (o Alcides Rodrigues do PT) ou ninguém entende o que ele fala.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Bala de café salvaria relacionamento, revela pesquisa


Maria sempre soube dos benefícios de se escovar os dentes após o almoço. Principalmente quando não se lancha e, para se manter acordada, recorre com exagero ao café. Aos 32 anos, comemora nove em que determinou o trabalho como foco-mor da sua vida. Nunca namorou, apesar de que sua média de sexo praticado no último janeiro tenha sido superior ao que fez em 2015 todinho.


Todos estavam a trabalho, mas muitos casamentos iniciaram assim. Nenhum amigo para socorrer. Bala? Nem de café. Carlos ali, propositalmente do lado. E nenhuma bala de café. Trocaram algumas palavras, sorrisos e olhares sem graça. Comuns aos que se querem, porém, são tímidos. E nenhuma bala, sequer de café, para pôr fim àquele clima e celebrar o início do degelo. “A partir de amanhã”, promete Maria olhando para o espelho da carteira, “parte do meu salário é para comprar bala”. Nem que seja de café...

Bala de café II
Maria volta para casa. Ao lado, no metrô, um gatinho e a chance iminente de selar ali o seu primeiro namoro. Maria não arrisca. Não escovou os dentes e a promessa começará a vigorar somente amanhã. Certamente, logo cedo. Se pudesse dar um conselho, ela recomendaria mais do que o filtro solar: “Escovem os dentes após o almoço”.

Diz aí, professor


Zuenir Ventura, no Globo:
“Ah, se os estudantes ainda tivessem força – ah, se a Une fosse o que era há 40 anos!_ esse reitor de Brasília não permaneceria no cargo nem uma semana depois (da entrevista ao Jornal Nacional)”. Ele recorda que o reitor terminou a entrevista dizendo que “‘não há nenhum problema ético envolvendo. Nem legal, nem ético. Aquilo (as compras) foi feito propositalmente com a finalidade institucional’. Se criassem o prêmio Óleo de Peroba para os maiores caras-de-pau do escândalo dos cartões, o reitor seria forte candidato”.

Esses reitores...


Da newsletter do Thomas Traumann, da Época: Gastos públicos – O reitor da UnB, Timothy Mulholland, anunciou ontem que deixará a cobertura paga e reformada com dinheiro público. A Finatec, fundação da UnB que deveria liberar créditos para pesquisas, gastou R$ 470 mil na compra de móveis e utensílios de luxo para o apartamento do reitor, como lixeiras de quase R$ 1 mil, saca-rolha de R$ 859 e escorredor de pratos de R$ 549. Em crônica brilhante, Conceição Freitas, do Correio Braziliense, relata suas agruras tentando empatar em gastos com o reitor. “ Meu fracasso retumbante foi na hora de encontrar um escorredor de prato de R$ 549. Achei de R$ 13,90, de R$ 44, até que finalmente surgiu à minha frente um de três andares, em aço inox, com separações para pratos (16), copos, talheres, design minimalista, apesar de levemente espacial, como se fosse um escorredor de pratos de astronauta da Nasa. Alarme falso. Custa R$ 139. Um escorredor de R$ 549???!! Me dei por vencida”. Por falar em reitor, não dá para esquecer que os acadêmicos da Universidade Estadual de Goiás (UEG) não permitiram o retorno de José Izecias. Ele licenciou-se do cargo para disputar uma vaguinha de deputado federal pelo PSDB em 2006. Perdeu. Agora ele é professor da Universidade Católica. À época da crise, os estudantes da UEG pediram também a demissão de sua mulher, que tinha salário de dar inveja em cargo criada para abrigá-la.

De grátis


Agora já é possível folhear a Época pela internet. Somente as edições anteriores. Claro.

+


A balança comercial goiana superou a casa dos R$ 30 milhões em 2007.

Candidato impopular


Tenho curiosidade para saber como Delfim Netto, ministro da Fazenda do ditador governo militar que elaborou o AI-5, fazia campanha. Elegeu-se deputado federal cinco vezes. É muito feio. Muito inteligente. E, para mim, impopular. Assusta o eleitor.

Federal Reserve


Nos Estados Unidos, concomitante com as prévias para a escolha dos candidatos à presidência do país, discute-se a sucessão no FED, o Banco Central estadunidense, e a possibilidade da permanência do atual presidente. Copiaram o Brasil? Embora não exista novidade na informação: Henrique Meirelles até parece ministro do Fernando Henrique. Não é à toa. Foi eleito deputado federal mais votado em Goiás pelo principal antagonista do PT, o PSDB.

Jornalista gosta é de festa


Segundo Thomas Traumann, colunista e chefe da sucursal da Época no Rio de Janeiro (que continua lindo, permitam-me), metade dos jornalistas políticos de Brasília foi à festa dos 28 anos do PT.

Ué, e o goianinho?


PSDB - Em disputa tensa, o deputado José Aníbal foi eleito ontem líder do PSDB na Câmara, num resultado que fortalece a candidatura de Geraldo Alckmin à prefeitura de São Paulo. Aníbal derrotou, por 36 votos a 22, o deputado Arnaldo Madeira (SP), que concorria com apoio de aliados do governador José Serra. Reportagem de O Estado demonstra que um fator decisivo para a vitória de Aníbal foi a interferência do governador Aécio Neves. Esquecendo 2010 por um momento, a vitória de Aníbal implica um endurecimento das relações dos tucanos com o governo Lula já em 2008. A senha para a sua candidatura foi uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no mês passado a O Estado, em que ele lamentava não ter “alguém como o Arthur Virgílio” na Câmara. Agora tem. Ué, o goiano Leonardo Vilela não queria? Só (?) porque agora é presidente do PSDB goiano ficou na dele? Ou ficou com medo daquele quase escândalo do contrato mal esclarecido com uma ONG vir à tona novamente?

Laboratório


De dentro da condução
Não tem bunda ou a calça é mal usada.

De fora
A bolsa é Prada (?), mas anda de ônibus.

Samba meu do PT


Tenho todos os CDs e DVD da Maria Rita, mas não sei nada sobre sua ideologia política. Talvez tenha votado no Lula ao menos na primeira eleição. Talvez não. Não sei o que ela acharia se soubesse que a música O homem falou, do último álbum, “Samba Meu”, foi usada por parte do PT de Goiânia para manifestar que não quer aliar-se ao PMDB nas próximas eleições municipais. Bom, se não é petista, cara de peemedebista ela também não tem (não me pergunte que cara tem um companheiro (?) de Iris Rezende, Orestes Quércia ou Sérgio Cabral. Ah, ou Renan Calheiros). Deu vontade de sambar. Quanto a rir, não passei vontade.


P. S.: Eu sei que a autoria é do Gonzaguinha, mas a música tocada no diretório foi interpretada por ela.


O Homem Falou
Composição: Gonzaguinha
Pode chegar

Que a festa vai

É começar agora

E é prá chegar quem quiser

Deixe a tristeza prá lá

E traga o seu coração

Sua presença de irmão

Nós precisamos

De você nesse cordão...

Pode chegar

Que a casa é grande

E é toda nossa

Vamos limpar o salão

Para um desfile melhor

Vamos cuidar da harmonia

Da nossa evolução

Da unidade vai nascer

A nova idade

Da unidade vai nascer

A novidade...

E é prá chegar

Sabendo que a gente tem

O sol na mão

E o brilho das pessoas

É bem maior

Irá iluminar nossas manhãs

Vamos levar o samba com união

No pique de uma escola campeã...

Não vamos deixar

Ninguém atrapalhar

A nossa passagem

Não vamos deixar ninguém

Chegar com sacanagem

Vambora que a hora é essa

E vamos ganhar

Não vamos deixar

Uns e outros melar...

Oô eô eá!

E a festa vai apenas

Começar

Oô eô eá!

Não vamos deixar

Ninguém dispensar

Boicote ao PT sem querer



Um companheiro (?) está falando e, do nada, o som é cortado. Resultado do tropeço desproposital de Thaissa Finotti. Ah, se eu não fosse um dos únicos a saber que ela é do PSol. Também, vai explicar o que uma companheira (?) de Heloísa Helena fazia em encontro petista. Thaissa explica: “Aguardava um colega de universidade – ela cursa arquitetura e urbanismo na Universidade Estadual de Goiás (UEG) -, filiado ao PT, para discutirmos um projeto acadêmico”. Ah, bom. Se é assim, sim.

Vou de táxi


Querem melhorar o transporte coletivo para eu deixar meu carro em casa. Goiânia tem um carro para aproximadamente cada habitante e meio. Ótimo. O custo para mim até será menor. Mas eu quero sair de casa com meu notebook, MP3, câmera digital e celular de última geração. Qual é o louco que terá coragem de embarcar no Eixo Anhangüera com um desses à mostra? Nem com a polícia!


Pós-escrito: Não tenho carro, notebook, MP3 nem câmera digital e meu celular não é new generation. Ainda.

Árvores marginais


Estou ficando neurótico. Esperando o Campus/Marista na Praça Universitária, vi duas mungubas e imaginei dois marginais tramando me assaltar. Era noite. Era quinta-feira. Não pode ser resultado das brotoejas itinerantes que desde ontem passeiam nos meus membros superiores. Será? Que coça, coça.

Política

Queria morar no Rio de Janeiro. Votar no Fernando Gabeira.
Queria morar em Porto Alegre. Votar na
Manuela d’Ávila.

Paz


Pela primeira vez, vi alguém no ônibus lendo A Arte da Paz. Amém.

Pentelho


É um saco chegar em casa precisando usar o computador e encontrar alguém já puglado nele. Só assim para esperar o dia seguinte sem estar nele (no dia seguinte).

Banana frita


Louca por uma banana e, na panela, Maria só encontra um pé de frango.

Nota da Fenaj

TV PÚBLICA: UMA NECESSIDADE DEMOCRÁTICA
As entidades abaixo-assinadas, diante da iminente votação da MP 398/07, que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora da TV Brasil e espinha dorsal do sistema público de comunicação, afirmam:
1. Ratificamos nosso apoio à criação da EBC, na expectativa de um sistema público de comunicação, ressaltando sua importância para a democracia brasileira e sua necessidade para a consolidação da comunicação como direito social e humano.
2. Diferentemente das principais democracias consolidadas no mundo, que contam com um sistema público de radiodifusão, o Brasil até hoje não deu esse passo necessário.
3. Defendemos que a nova TV Pública deve ser uma referência para as demais televisões no que diz respeito à qualidade da programação e ao estabelecimento de mecanismo de participação e envolvimento da sociedade na sua gestão, produção e programação, bem como no encaminhamento de críticas e sugestões pela população.
4. Entendemos que a TV Pública deve manter independência tanto em relação aos governos como ao mercado, produzindo conteúdo de interesse público, sintonizada com as necessidades da sociedade.
5. Ressaltamos que a TV pública deve considerar o cenário de convergência tecnológica, buscando formas de agregar à sua rede uma oferta de serviços digitais, viabilizando a inclusão social.
6. Repudiamos as tentativas de desqualificação da TV Pública que tentam obstaculizá-la ou retirar-lhe as prerrogativas indispensáveis para o seu bom desempenho, cerceando a pluralidade da sua programação e a busca de fontes de financiamento não governamentais.
7. Por tudo isso, defendemos a aprovação da Medida Provisória 398/07, entendendo que ela é o primeiro passo na direção da criação do sistema público de comunicação no Brasil.
8. Reivindicamos, todavia, o aperfeiçoamento da MP, mediante a consideração das contribuições formuladas pela sociedade civil, movimentos sociais, movimentos que lutam pela democratização da comunicação, pesquisadores e trabalhadores da comunicação. Tais contribuições dizem respeito especialmente aos conceitos de gestão, programação e financiamento, de modo a aperfeiçoar o caráter público da EBC e da TV Brasil e garantir sua continuidade nos governos futuros.
9. Por fim, afirmamos que estamos mobilizados para defender a implantação da TV Pública brasileira.
Brasília, 13 de fevereiro de 2008.
Comissão de Mobilização pela I Conferência Nacional de Comunicações
1)FNDC – FÓRUM NACIONAL PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO
2) MNDH – MOVIMENTO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS
3) FENAJ – FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS
4) CUT – CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
5) CFP – CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA
6) ABCCOM – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CANAIS COMUNITÁRIOS
7) CDHM – COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
8) SUBCOMISSÃO DE TV E RADIODIFUSÃO DA COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA
9) INTERVOZES – COLETIVO BRASIL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
10) FITERT – FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO
11) LAPCOM-UNB – LABORATÓRIO DE PESQUISA EM COMUNICAÇÃO - UnB
12) ABRAÇO – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA
13) PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO - MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
14) AMARC-BRASIL – ASSOCIAÇÃO MUNDIAL DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS
15) ENECOS – EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
16) MST – MOVIMENTOS DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA
17) ARPUB – ASSOCIAÇÃO DAS RÁDIOS PÚBLICAS DO BRASIL
18) CAMPANHA QUEM FINANCIA A BAIXARIA É CONTRA A CIDADANIA
19) OAB – ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL.

Ai, que saudade do Rio



RIO - O Ministério Público abre inquérito nesta quinta-feira para investigar os custos da construção da Cidade da Música Roberto Marinho , na Barra da Tijuca. Os promotores da Promotoria de Cidadania e Tutela Coletiva querem esclarecer como uma obra orçada pela prefeitura inicialmente em R$ 80 milhões já custa aos cofres públicos R$ 461,5 milhões (quase cinco vezes a mais) em construção, projetos e consultorias, como mostrou O GLOBO. Por sua vez, a oposição ao prefeito Cesar Maia na Câmara dos Vereadores se articula para instaurar uma CPI para investigar os gastos com o complexo.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Podes crer



*Segunda-feira foi aniversário da Tetê.

*Daqui a alguns minutos é a vez da Ju.

Juliana (a mais nova professora universitária), Tetê (ttttt), Fernanda (me ensina a ser zen), João (samãe!), Lorranne (parceira no melhor discurso da melhor colação de grau do planeta), Thais (sua vez tá chegando) e Manu (modelo/jornalista): amizades-fruto da minha breve passagem pelo matutino nos tempos de faculdade.

Composição: Da Gama / Bino Farias / Lazão / Toni Garrido
o que é, meu irmãoeu sei o que te agradae o que te dói, e o que te dóié preciso estar tranqüilopra se olhar dentro do espelhorefletiro que é?seja você quem foreu te conheço muito beme isso faz bem pra mimisso faz bem pra vidaonde quer que váeu vou estar tambémeu vou me lembrardaquela canção que dizparapapapa... benditoencontrona vidaamigoé tão forte quanto o vento quando sopratronco forte que não quebra, não entortapodes crer, podes crer,eu tô falando de amizade

Diálogo pós-sexo

Viva voz:
"Eu não olho muito pra beleza, não".
Em pensamento, de luz apagada:
"Tá na sua cara".